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Eleição traz risco para privatização da Eletrobras, diz sócio na RJ Investimentos

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Eleição traz risco para privatização da Eletrobras, diz sócio na RJ Investimentos

"Se o processo de privatização da Eletrobras tivesse o seguido o cronograma original, teria mais força", avaliou Bruno Monsanto na TC Rádio

Eleição traz risco para privatização da Eletrobras, diz sócio na RJ Investimentos
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 15 de fevereiro – O governo e a oposição temem dar continuidade ao processo de privatização da Eletrobras, em meio à proximidade das eleições, afirmou o sócio e assessor de investimentos da RJ Investimentos, Bruno Monsanto, em entrevista à TC Rádio nesta terça-feira.

“Acredito que há riscos muito reais que estão na mesa, até mesmo por se tratar de um ano eleitoral. Se o processo tivesse o seguido o cronograma original, teria mais força. Agora pode ser que tenha perdido um pouco o timing, com a oposição e o governo não querendo trabalhar com um tema tão polêmico, que agrada ao mercado, mas desagrada a muitos”, avaliou.

Para Monsanto, o mercado enxerga o processo de privatização da Eletrobras com bons olhos, mas tem dúvidas em relação à reunião extraordinária que o Tribunal de Contas da União, TCU, realiza nesta terça-feira, às 16h, para deliberar sobre a primeira fase da privatização da maior empresa de energia da América Latina.

“Devemos ter muita volatilidade hoje, com muita expectativa por essa definição. O processo parecia que estava endereçado, com um caminho livre, e agora estamos tendo muitos imbróglios. Por isso, o mercado está com dúvidas”, explicou.

Recálculo

Durante a entrevista ao programa Espresso da Manhã, Monsanto afirmou que o tema central da discussão de hoje no TCU gira em torno de um possível recálculo da outorga por alegações de um possível erro nesta parte importante do projeto.

“Com isso, o processo perdeu a celeridade. Segundo o cronograma original, o processo de desestatização da Eletrobras se daria ainda em fevereiro. O mercado vê isso mais como um movimento político do que qualquer outra coisa”, disse.

Segundo adiantou ontem o Scoop by Mover, em reunião marcada para hoje a tarde, o ministro do TCU Vital do Rêgo deve questionar os cálculos que fixaram o valor da outorga, mas os demais ministros do tribunal devem aprovar a continuidade da operação.

Monsanto ressaltou, ainda, que o processo de privatização da estatal pode reconfigurar o setor de energia.

“A história nos mostra que o mercado puxa o preço para cima quando há sinalização positiva em um processo como esse, de uma empresa que responde por uma fatia super importante na transmissão de energia no país. Isso geraria, certamente, mais competição e mais eficiência no setor”, apontou.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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