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Eleições 2022, B3, juros nos EUA: Mais Lidas

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Eleições 2022, B3, juros nos EUA: Mais Lidas

Líder em pesquisas das eleições 2022, Lula olha para André Lara Resende no Ministério da Economia, dizem fontes; veja as notícias mais lidas

Eleições 2022, B3, juros nos EUA: Mais Lidas
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 30 de janeiro– As eleições de 2022 continuam no radar dos leitores do portal Mover. A última pesquisa eleitoral da XP/Ipespe mostrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando as intenções de votos no primeiro turno da próxima eleição com 44%, seguido do presidente Jair Bolsonaro, que reuniu 24%. O resultado foi semelhante ao estudo anterior.

Outro assunto que chamou atenção dos investidores foi a recomendação de compra para as ações ordinárias da B3, a operadora da bolsa brasileira, feita pelo Bradesco BBI. Segundo o banco, os fundamentos da companhia podem suportar eventual deslizes de resultados de curto prazo causados por diminuição de volumes negociados.

Além disso, a decisão monetária do Federal Reserve, banco central americano, mexeu com os mercados. O comitê decisório, chamado FOMC, manteve os juros básicos do país, Fed Funds, entre zero e 0,25% ao ano. Em sua tradicional coletiva de imprensa após a divulgação do comunicado, Jerome Powell, presidente da autarquia, sinalizou aumento a partir de março. Confira abaixo as notícias mais lidas da semana!

Eleição 2022

Com o primeiro mês do ano chegando ao fim, os investidores permanecem atentos ao cenário eleitoral. A pesquisa XP/Ipespe divulgada na última quinta-feira, 27, apontou que Lula soma 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Bolsonaro está com 24%, mesmas porcentagens que no estudo anterior.

Já em eventual o segundo turno, as estimativas indicam que a vantagem de Lula caiu de 25 para 24 pontos percentuais em relação ao atual presidente. O petista passou de 56% no começo do ano para 54% agora, e Bolsonaro foi de 31% para 30%.

O levantamento mostrou também notas atribuídas a personalidades da República. Bolsonaro atingiu sua pior pontuação desde o início de seu governo, com 3,7 pontos, uma queda de 0,4 ponto em relação a março. Lula se aproxima de sua melhor marca desde janeiro de 2019, com 5,4 pontos.

Na mira do Lula

Seguindo o tema das eleições de 2022, os investidores também estão de olho em quem o Lula pretende nomear para comandar o Ministério da Economia, caso seja eleito. O economista André Lara Resende, um dos idealizadores do Plano Real, é um dos nomes cotados para ocupar o cargo, disseram fontes ao Scoop by Mover.

André Lara defende a Teoria Monetária Moderna, acolhida por economistas de esquerda e que trata a moeda como monopólio público. Ele tem o apoio de Geraldo Alckmin, um dos nomes apontados como provável vice de Lula.

O grupo que acompanha o ex-presidente procura um porta-voz que possa criar proximidade do partido com os empresários e, assim, desenvolver um plano econômico.

Na entrevista para entrevista à Rádio Liberal FM de Belém do Pará, porém, o petista afirmou que os preços da Petrobras não devem ser atrelados ao exterior, e que os acionistas não são a preocupação no momento, mas o povo brasileiro. Ele também criticou a privatização da Eletrobras.

Apesar disso, Lula reafirmou na entrevista um tom conciliador e uma postura de “não mentir ao mercado”, segundo o analista político do Scoop Leopoldo Vieira. Conforme a análise, o petista disse que daria atenção aos empresários, mas sem deixar de lado os interesses sociais. Além disso, mesmo criticando, não fala em reverter as privatizações.

Fundamentos da B3

Mas não foi apenas a política que ganhou os holofotes na semana, as recomendações de ações também ganharam espaço.

Uma baixa nos volumes de negociações na bolsa brasileira em meio ao ciclo de alta de juros pode impactar os resultados de curto prazo da companhia, de acordo com o Bradesco BBI. No entanto, o banco disse, em relatório, que os fundamentos da operadora da Bolsa de Valores dão suporte aos preços.

Os analistas reiteraram na quarta-feira, 26, a recomendação de compra para as ações ordinárias da B3 (B3SA3), pontando preço-alvo de R$15,00. No dia, os papéis subiram 3,45%, ajudando nos ganhos de 8,06% na semana.

Rebaixamento da Suzano

Já o papel da Suzano teve recomendação rebaixada de compra para neutra pelo JPMorgan na última terça-feira, 25. Além disso, reduziu o preço-alvo da ação da companhia de R$80,00 para R$71,50.

No relatório da equipe de análise chefiada por Rodolfo Angele, o banco cita o risco de alta oferta da celulose nos próximos cinco anos, o que pode levar os preços da matéria-prima a caírem.

O JPMorgan também alertou que o mercado não deve precificar de maneira positiva os investimentos da Suzano em expansão de capacidade pelo Projeto Cerrado, pois os lucros são para longo prazo. Isso vai na contramão do mercado de papel e celulose, que sente mais os impactos de curto prazo.

As ações ordinárias da Suzano(SUZB3) operaram entre as piores quedas do Ibovespa no dia, recuando 2,59%. Contudo, na semana, as perdas se limitaram a 0,49%.

Juros nos EUA

Os olhos dos investidores também se voltaram para a decisão monetária nos Estados Unidos, ocorrida na última quarta-feira, 26. O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve, FOMC, manteve a taxa de juros do país entre zero e 0,25%. Esse patamar permanece estável há dois anos, em meio ao plano de estímulos à economia americana para conter os impactos da pandemia de covid-19.

A autarquia, ainda, informou que continuará a reduzir as recompras de títulos, processo conhecido como “tapering”, em fevereiro, no mesmo ritmo de janeiro, na quantia de US$30 bilhões. Dessa forma, constitui mais um passo para o término do processo de desestímulo e para a normalização monetária com a alta dos juros.

Em comunicado extra, o banco central americano deu sinais sobre o começo da redução do balanço patrimonial da entidade, o dinheiro que coloca no mercado, que está em torno de US$9,0 trilhões. Essa ferramenta ajudará o Fed a retirar recursos da economia, mas será adotada apenas após o início da alta dos juros.

O Federal Reserve tem “em mente” aumentar os juros em março, disse o presidente do banco central, Jerome Powell, na entrevista coletiva após a divulgação da decisão monetária, como antecipado pela Mover. Ele justificou que os dois mandatos da autarquia – inflação controlada e pleno emprego – pedem por uma política mais apertada.

Na cobertura especial da TC Rádio, o analista de macroeconomia da Eleven Financial, Thomaz Sarquis, projetou que os juros americanos devem aumentar em quatro reuniões ao longo do ano, com magnitude de 25 pontos-base cada.

Reação do mercado

Após a decisão do banco central americano, as bolsas de Wall Street registraram altas, porém, arrefeceram durante a coletiva de Powell. O Dow Jones fechou a quarta-feira 0,38%, o S&P500, 0,15%, mas o Nasdaq 100 subiu 0,17%.

Junto ao aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia, a política monetária continuou azedando os índices acionários nos Estados Unidos. No entanto, as perdas da semana foram revertidas no final do pregão de sexta, acumulando ganhos de 1,34%, 0,77% e 0,11%, respectivamente.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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