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Empresas de tecnologia dominam lista de maiores quedas do ano nos EUA, mostra Economatica

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Empresas de tecnologia dominam lista de maiores quedas do ano nos EUA, mostra Economatica

Nessa esteira, o índice Nasdaq 100, que reúne as empresas de tecnologia americanas em Nova York, acumula queda no ano de mais de 10%

Empresas de tecnologia dominam lista de maiores quedas do ano nos EUA, mostra Economatica
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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 7 de abril – Gigantes da tecnologia como Meta, Apple, Amazon, Netflix e Microsoft estão entre as dez empresas americanas cujas ações, só neste ano, perderam juntas US$1,42 trilhão, acima da soma do valor de mercado de todas as empresas listadas na B3, de US$1,02 trilhão, segundo levantamento da Economatica.

As únicas empresas que não são do setor de tecnologia presentes na lista são a Home Depot, de materiais de construção, e a instituição financeira JPMorgan Chase & Co.

O levantamento considerou o valor das empresas do início do ano até 6 de abril. Na ordem, veja quanto cada empresa perdeu nas bolsas americanas.

1. Meta Platforms: US$327,8 bilhões
2. Microsoft: US$279,2 bilhões
3. Home Depot: US$124,8 bilhões
4. Nvidia, US$122,6 bilhões
5. Alphabet, US$112,8 bilhões
6. Apple: US$109,1 bilhões
7. Netflix: US$103,9 bilhões
8. PayPal:US$90,5 bilhões
9. JPMorgan: US$79,7 bilhões
10. Amazon: US$75,3 bilhões

Desde o início do ano, o índice Nasdaq 100, que reúne as empresas tecnológicas americanas em Nova York, acumula perdas de 10,89%. A queda intensa é uma resposta ao aperto monetário nos EUA, que afeta com mais intensidade empresas dos setores de tecnologia e crescimento, considerados ativos de risco na economia.

“Como boa parte das techs não são geradoras de caixa, seu valor é atribuído na perpetuidade de seu fluxo de caixa futuro, portanto, com taxas subindo, essa perpetuidade sofre um enorme ajuste pelo maior custo de capital”, explicou Christian Lupinacci, da Armor Capital.

Desde o fim de 2021, dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, têm adotado um tom pessimista diante do crescimento da inflação no país – a maior dos últimos 40 anos – e da normalização do mercado de trabalho, que aumenta a pressão de alta nos preços.

Ontem, a ata do Comitê de Mercado Aberto do Fed, conhecido pela sigla FOMC, sinalizou que o ritmo de alta da taxa básica de juros pode ser acelerado, “particularmente se pressões inflacionárias continuarem elevadas ou se intensificarem”.

O Fed informou também que deverá reduzir rapidamente seu balanço patrimonial, atualmente em torno de US$9,0 trilhões, medida que diminui a liquidez do mercado.

Logo após a divulgação da ata, ontem, as bolsas americanas aceleraram quedas, com intensa desvalorização no índice Nasdaq, que fechou a sessão da quarta-feira recuando 2,17%, enquanto o S&P500 caiu 0,97% e o Dow Jones, 0,42%.

Nesta quinta-feira, o Nasdaq 100 se recuperava levemente e subia 0,13% perto das 11h15, enquanto as demais bolsas americanas recuavam.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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