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Nubank e Suzano têm metas de mais mulheres na liderança até 2025

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Nubank e Suzano têm metas de mais mulheres na liderança até 2025

No Dia Internacional das Mulheres, entenda como as empresas estão agindo para conquistar um mercado com mais diversidade na liderança

Nubank e Suzano têm metas de mais mulheres na liderança até 2025
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 8 de março – A representatividade feminina vem crescendo nas empresas a passos de formiga. A presença das mulheres na liderança dos conselhos de administração aumentou apenas 5,5% entre 2016 e 2021, segundo o levantamento da Teva Índices.

O estudo mostrou que a ausência feminina nos conselhos de administração alcançou 38,8% em 2021, menor patamar, mas o gap entre os gêneros ainda continua grande. Com isso, menos de 15% das cadeiras são ocupadas pelas mulheres.

Para achatar essa desigualdade, tanto no setor decisório quanto em outras áreas, empresas estão adotando programas e medidas voltados às mulheres, fortalecendo, assim, a agenda ligada às questões ambientais, sociais e de governança, conhecido pela sigla ESG.

Há pressão dos próprios clientes e investidores para a diversificação nas empresas, afirmou à Mover a superintende executiva de Gente, Gestão e Performance da Cielo, Luciane Pizeli, ressaltando que o “equilíbrio do social com a economia e com o ambiente ajudam a trazer mais acionistas”.

Mulheres na liderança

Pizeli vê que a diversidade torna a empresa atrativa, reflete nos resultados e nos lucros, e ainda inspira o mercado. Nessa linha, a diretora de Recrutamento de Tecnologia do Nubank, Silvia Kihara, defendeu que a pluralidade “possibilita melhores soluções, projetos, ideias e, sobretudo, melhores resultados”.

Para a gerente Executiva de Gente e Gestão da Suzano, Fabiana Piva, a representatividade dá espaço para novas referências, citando a importância de mulheres ocuparem cargos estratégicos nas empresas.

Elas não estão sozinhas. De acordo com a pesquisa Visão do mercado brasileiro sobre os aspectos ESG, da Bravo Research, divulgada no começo deste ano, 93% dos 139 executivos entrevistados acreditam que práticas ESG, como a equidade de gênero, podem valorizar as empresas.

As companhias passaram a criar metas para a inclusão de mais mulheres no quadro de funcionários. A Cielo prevê que terá 45% de mulheres entre seus colaboradores em 2025, em meio ao recente programa de reserva de 130 vagas de gerente de negócios e ao Jovem Tech, exclusivo para mulheres da área de tecnologia, que iniciará no mês que vem.

A meta do Nubank é que metade da liderança seja composta por mulheres até 2025. A fintech criou o Yes, She Codes, direcionado às programadoras, e um grupo de afinidade de pessoas que se autodeclaram mulheres chamado NuWomen.

A Suzano quer ter 30% de mulheres na liderança também dentro de três anos. Para isso, entre outras iniciativas, foi criado um programa de aceleração de carreira para mulheres e pessoas negras, o ELOS D+. Também houve foco no público feminino em programas de porta de entrada, como o trainee, que teve 52% de mulheres contratadas no último ciclo.

Mercado de investimentos

Os investidores não estão de olho apenas na pluralidade do quadro dos funcionários, mas também na presença feminina em órgãos de governança, sobretudo no conselho de administração, apontou a diretora de Relações com Investidores da Suzano, Camila Nogueira.

“Uma evidência sobre como os investidores veem o tema de diversidade e inclusão e o efeito para os acionistas foram as emissões de US$ 1,5 bilhão que fizemos em 2021 em ‘Sustainability-linked Bonds’, tendo como uma das metas diversidade de gênero”, argumentou Nogueira.

Em entrevista à TC Rádio, ela explicou que o ESG é a essência da estratégia da companhia de papel e celulose, aumentando sua competitividade e rentabilidade.

Para Nogueira, as mulheres, que correspondem a mais de 1 milhão de contas na Bolsa de Valores, ponderam as ações de diversidade das companhias listadas.

Em linha com essa visão, a executiva da Cielo, Luciane Pizeli, disse que as mulheres foram se aperfeiçoando e buscando seu espaço, e o mercado entendeu isso.

Texto: Letícia Matsuura
Edição: Stéfanie Rigamonti e Allan Ravagnani
Imagem: Nathália Reiter / Mover

*Texto com atualização de informações no 10º parágrafo

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