0

Especialista vê 'inflação acomodando perto do meio do ano'

mercados

Especialista vê 'inflação acomodando perto do meio do ano'

Mesmo após tom duro do Federal Reserve ontem, especialista enxerga postura mais tranquila por parte do BC brasileiro, com inflação cedendo

Especialista vê 'inflação acomodando perto do meio do ano'
cintia-thomaz

Atualizado há 4 meses

Ícone de compartilhamento

São Paulo, 6 de janeiro –  O sócio e diretor de renda variável da Venice Investimentos, Celso Fonseca, acredita que, em algum momento, a inflação local vai ceder neste ano e, com isso, veremos uma postura “mais tranquila” do Banco Central com a taxa básica de juros. A declaração foi dada durante entrevista à TC Rádio, nesta quinta-feira.

Segundo o especialista, esse cenário vai “acabar por favorecer” o Ibovespa de alguma forma. Ele aposta que veremos medidas contracionistas mais moderadas no mercado local e nos Estados Unidos.

“Todo mundo está ciente de que o juro a nível zero não é realidade. Provavelmente veremos inflação acomodando perto do meio do ano tanto aqui quanto lá fora”, afirma.

A ata do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, banco central americano, deixou claro ontem que o ritmo de redução dos estímulos na economia dos EUA vai ser acentuado. Assim, já se fala em elevação dos juros no país a partir de março. Logo após a divulgação da ata, o Ibovespa acelerou queda e fechou a sessão da véspera em baixa de 2,44%.

Diante desse cenário, Fonseca enxerga que, mesmo com uma postura mais agressiva lá fora, o investidor estrangeiro tem olhado para o Brasil.

“O fluxo de recursos que entraram na B3 continua positivo. Vemos mais um cenário de pânico dos investidores locais, mas o investidor internacional, ao olhar para o preço de ativos, enxerga uma série de oportunidades no Brasil”.

Risco fiscal

A pressão de algumas categorias do funcionalismo público por reajuste salarial, embalada pelo aumento concedido às forças policiais, bem como o cenário político de eleições podem trazer impactos para a atividade econômica, de acordo com Celso Fonseca.

“O que traz aflição, no momento, é a reivindicação do funcionalismo público por reajustes e a política”, avaliou.

Câmbio

Durante a entrevista à TC Rádio, Fonseca também falou sobre o real, que vem perdendo seu valor perante o dólar desde dezembro de 2019. Segundo ele, ao olhar para os pares, o Brasil segue perdendo de lavada em relação às outras moedas.

“O que pode aliviar um pouco isso é o olhar dos investidores para o Brasil, mas mantenho a perspectiva de um dólar alto em 2022”.

Em relação às companhias, ele destacou que os bancos, sobretudo os tradicionais, não têm apresentado boa performance na bolsa. Ainda assim, ele pontua que são boas oportunidades dentro do mercado por conta dos juros mais fortes nos próximos meses.

As construtoras, segundo ele, devem continuar pressionadas pelas taxas de juros e seguem baratas na bolsa.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Nicolas Nogueira e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

relatorios
image

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.

Receba todas as novidades do TC

Deixe o seu contato com a gente e saiba mais sobre nossas novidades, eventos e facilidades.