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Estrangeiros trazem R$19,7 bilhões para bolsa em dezembro

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Estrangeiros trazem R$19,7 bilhões para bolsa em dezembro

Investidores estrangeiros trouxeram para a bolsa brasileira em dezembro R$19,74 bilhões, menos que novembro, mas um dos melhores resultados

Estrangeiros trazem R$19,7 bilhões para bolsa em dezembro
angelo-pavini

Atualizado há mais de 1 ano

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São Paulo, 5 de janeiro – Os investidores
estrangeiros trouxeram para a bolsa brasileira em dezembro R$19,74 bilhões,
menos que o recorde de R$33,32 bilhões de novembro, mas ainda assim um dos
melhores resultados da história do mercado.

 

Em dois meses, a entrada líquida de investidores externos
atingiu R$53,0 bilhões, um movimento impressionante, mas insuficiente para
zerar as saídas registradas ao longo do ano por conta da pandemia e dos receios
com as condições fiscais do país.

 

No ano, o saldo de estrangeiros na Bovespa ainda ficou
negativo em R$12,2 bilhões, considerando as compras desses investidores em
ofertas públicas iniciais, ou IPOs, que somaram R$19,6 bilhões. Olhando apenas
as ações já em circulação, a saída no ano seria de R$31,8 bilhões.

 

Vacinas contra Covid-19 ajudaram no apetite dos estrangeiros na bolsa
brasileira

 

A volta dos estrangeiros começou timidamente em outubro,
com R$2,87 bilhões de saldo positivo, coincidindo com os sinais de que o pior
da pandemia de coronavírus havia passado e a economia global começava a se
recuperar. As primeiras notícias sobre vacinas também ajudaram.

 

Mas o movimento se intensificou em novembro, com a
eleição presidencial nos Estados Unidos definindo o cenário político a favor do
democrata Joe Biden, que defende maiores incentivos para a retomada econômica.
As vacinas também avançaram, com a Pfizer anunciando que seu imunizante havia
atingido 90% de eficácia.

 

A expectativa de controle da pandemia deu início então a
um movimento de ajuste das carteiras dos grandes investidores globais, que
reduziram as posições em empresas de tecnologia, que se beneficiavam das
medidas de isolamento, para as ligadas ao crescimento e que foram esmagadas
pela crise.

 

Setores muito impactados na pandemia e commodities receberam investimentos

 

O setor aéreo, de turismo, financeiro e de serviços,
assim como as commodities, especialmente energia, minério e agropecuária,
passaram a receber mais investimentos, beneficiando os mercados emergentes e o
Brasil.

 

Bancos, que foram bastante prejudicados pela crise,
dispararam, assim como Vale, código VALE3, e Petrobras, código PETR4. O
movimento de rotação deve continuar este ano, o que pode dar fôlego para as
principais ações brasileiras e, com elas para o Ibovespa, que conseguiu
recuperar as perdas e fechar o ano com alta de 2,9% em reais.

 

Em dólares, que é a forma como os estrangeiros olham para
o mercado brasileiro, porém, o Ibovespa fechou em queda de 20,2% em 2020,
devido à forte desvalorização do real, o que significa que há espaço para
ganhos.

 

Participação de estrangeiros no volume negociado sobe para 46,6% em 2020

 

Outro impacto dos estrangeiros foi o crescimento do
volume negociado, que fechou 2020 com uma média diária de R$29,82 bilhões,
73,3% maior que os R$17,20 bilhões de 2019. A participação dos estrangeiros no
volume negociado, que chegou a cair para 45,1% em 2019, voltou a subir e fechou
2020 em 46,6%, comparada a 27,3% dos investidores institucionais e 21,3% das
pessoas físicas.

 

A forte presença dos estrangeiros reforça a
característica do mercado brasileiro de maior sensibilidade a eventos externos
e maior dependência do cenário global, o que aumenta sua volatilidade, mas ao
mesmo tempo garante alta liquidez e atrai mais investidores.

 

Texto: Angelo Pavini
Edição: Kariny Leal e Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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