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Focus vê Selic em 11% em 2022 e diminui previsão do PIB

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Focus vê Selic em 11% em 2022 e diminui previsão do PIB

Para este ano, o boletim Focus segue com a estimativa para a taxa Selic de 9,25%, em linha com a ata do Comitê de Política Monetária do BC

Focus vê Selic em 11% em 2022 e diminui previsão do PIB
guilherme-maradei-dogo

Atualizado há 6 meses

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São Paulo, 8 de novembro –  Sem o arrefecimento da inflação, os economistas consultados para o boletim Focus, do Banco Central, pioraram as projeções especialmente para o ano que vem, elevando a projeção para a taxa Selic e reduzindo, pela quinta vez consecutiva, a projeção para o Produto Interno Bruto.

Desta vez, os economistas do relatório Focus projetam a Selic em 11% no fim de 2022, aumento de 75 pontos-base ante a projeção da semana passada. Com isso, o boletim alinha-se às projeções recentes de bancos e casas de análise, que estimam a taxa de juros nesse mesmo patamar no fim do ciclo, caso do Itaú, JPMorgan e Morgan Stanley.

Para este ano, o boletim segue com a estimativa de 9,25%, em linha com a ata do Comitê de Política Monetária, que projetou mais uma elevação de 150 pontos-base em dezembro, o que levaria a taxa Selic para esse nível.

Juros mais altos pressionam o crescimento econômico. Nesse sentido, a projeção para o PIB de 2022 passou de 1,2% para 1%, sendo a quinta revisão baixista seguida. Há um mês, os economistas projetavam o PIB em 1,54% para o ano que vem. Já para este ano, a estimativa foi ajustada marginalmente, de 4,94% para 4,93%.

Com relação à inflação, o cenário segue sendo ajustado para cima, tanto para este ano quanto para 2022. Os economistas projetam o IPCA em 9,33% em dezembro agora, ante 9,17% na semana passada, sendo esse o 31º aumento seguido.

Para o ano que vem, a estimativa sofreu a 16ª mudança, passando de 4,55% para 4,63%, ainda dentro do teto da meta do Banco Central, em 5%. O câmbio foi o único a não sofrer nenhuma alteração tanto para 2021 quanto para 2022, seguindo com a projeção do dólar valendo R$5,50 no final de ambos.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Cintia Thomaz e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinícius Martins / Mover

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