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Fundos imobiliários devem pagar "bons dividendos" em 2022, diz analista

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Fundos imobiliários devem pagar "bons dividendos" em 2022, diz analista

O analista da Toro Investimentos João Vítor Freitas disse à TC Rádio que os fundos imobiliários são opções seguras com a Selic em elevação

Fundos imobiliários devem pagar "bons dividendos" em 2022, diz analista
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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 3 de janeiro –  Com a Selic subindo de forma acentuada e a inflação pressionada, os fundos imobiliários de “papel” terão potencial de continuar pagando “bons dividendos” em 2022, avaliou João Vítor Freitas, analista de Investimentos da Toro Investimentos, em entrevista à TC Rádio.

“Num cenário de juro chegando quase a dois dígitos, os fundos imobiliários, especialmente os de ‘papel’, são opções mais seguras para o investidor e devem continuar respondendo positivamente em 2022, considerando a performance em dezembro do ano passado” afirmou.

A modalidade de fundo de “tijolo”, porém, sofreu bem mais em 2021, justamente em função dos fundos de “papéis” conseguirem repassar a inflação. Ainda assim, o analista da gestora disse para não desconsiderá-los, já que eles devem se valorizar a longo prazo, apresentando excelentes oportunidades.

“O ano de 2021 foi um turbilhão, entramos na expectativa de recuperação do setor, mas acabou acontecendo o contrário. Mas os investidores consideram os fundos imobiliários como fonte rentável de investimento porque no geral eles se apresentam como porta de entrada na renda variável para muitas pessoas, porque historicamente têm volatilidade menor do que as ações”, explicou.

Na análise de Freitas, os fundos podem ter mais dificuldades de repassar para os inquilinos o Índice Geral de Preços – Mercado, IGP-M, na íntegra. “Num momento de economia frágil, os preços acabam por espantar os inquilinos, deixando os imóveis vagos, então há sim preocupação. O que vimos foi muitas extensões de contratos ou cláusulas de multas mais atrativas”.

Mais cedo, economistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, revisaram novamente para baixo as projeções para o crescimento em 2022, passando de 0,42% para 0,36%. Para o analista da Toro, a construção civil tem uma participação muito importante no Produto Interno Bruto e ressaltou que o ano eleitoral costuma trazer muita volatilidade para o mercado.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Guilherme Dogo
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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