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Futuros de índices em Nova York abrem em leve recuperação

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Futuros de índices em Nova York abrem em leve recuperação

Os futuros em Nova York operam mistos e tentando ensaiar uma reação após a forte queda da véspera, com a ata do banco central americano

Futuros de índices em Nova York abrem em leve recuperação
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 6 de janeiro –  Após a ata do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, banco central americano, disparar o sentimento de aversão a risco no mundo, a quinta-feira começa com leves recuperações nos futuros de índices em Nova York.

No Brasil, persiste o clima pessimista, embora os mercados possam repercutir o  Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna abaixo do consenso de mercado e dados de produção que serão divulgados mais tarde.

Os futuros em Nova York operam mistos e tentando ensaiar uma reação após a forte queda da véspera. Penalizado pelas taxas mais altas, Nasdaq 100 futuro caía 0,41% enquanto S&P500 rondava a estabilidade e o Dow Jones subia timidamente. Petróleo operava em alta de mais de 1,50%, retomando patamar de US$82,00 por barril.

A expectativa de que o banco central americano poderá aumentar a taxa básica de juros da economia dos EUA em março ficou aumentada ontem, após a ata da última reunião de política monetária revelar que os membros já consideram elevar o juro antes do pleno emprego e ajustar o ritmo e a intensidade dessa alta para conter a inflação.

Dessa forma, os Treasury yields dispararam em meio a vendas de títulos, elevando os custos de oportunidade para se alocar em ativos de risco.

No Brasil, dados do IGP-DI abaixo dos consensos seguem a tendência apresentada pela inflação ao produtor na véspera, de desaceleração da inflação no país, o que é positivo e pode oferecer alívio às projeções econômicas ruins.

Incertezas, no entanto, permanecem muito elevadas nos campos político e fiscal, com persistente pressão por reajustes de funcionários públicos. O mercado local conta com baixa liquidez e tendência baixista.

Agenda

Na agenda econômica, destaque para dados de produção industrial às 9h, com consenso mostrando desaceleração anual de 4,2%.

Nos EUA, pedidos de seguro-desemprego antecedem o Payroll de amanhã, e podem ampliar as apostas de alta de juros mais cedo.

Bolsa brasileira

Expectativa é de continuidade da queda do Ibovespa futuro na abertura, seguindo outros mercados emergentes e o EWZ – ETF brasileiro negociado nos EUA -, que perdia 1,58% no pré-mercado em Nova York.

As ADRs, recibos de ações de empresas brasileiras nas bolsas americanas, da Petrobras e da Vale subiam 2,14% e 0,37%. Tendências de curto e médio prazo são baixistas para o índice, e os volumes negociados tendem a permanecer reduzidos.

Câmbio

Algumas moedas de países emergentes e exportadores de commodities operam em alta esta manhã, na contramão da aversão global a risco. Dólar futuro perdeu força ao final da sessão da véspera. Contratos de dólar no Brasil podem abrir em leve queda, também após dados de inflação mais fracos que o esperado no Brasil.

Juros

Curva DI tem pressão de alta do exterior avesso a risco, mas a inflação em compasso de desaceleração pode conter altas mais pronunciadas. Abertura da curva pré-fixada, ou dos DIs futuros, deve ser alinhada com o câmbio.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gustavo Bonato e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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