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Governo central fecha 2021 com melhor resultado fiscal desde 2014

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Governo central fecha 2021 com melhor resultado fiscal desde 2014

O saldo positivo do governo central foi de R$13,8 bilhões em dezembro, enquanto 2021 foi encerrado com déficit de R$35,1 bilhões

Governo central fecha 2021 com melhor resultado fiscal desde 2014
gabriel-pontes

Atualizado há 4 meses

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Brasília, 28 de janeiro – O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, reportou o menor déficit primário, no acumulado do ano, desde 2014, enquanto encerrou o mês de dezembro com superávit, no melhor desempenho para o período desde 2013.

Em dezembro, o saldo positivo foi de R$13,8 bilhões, enquanto encerrou 2021 com déficit de R$35,1 bilhões, após rombo de R$743,3 bilhões registrados em 2020, na esteira dos fortes auxílios governamentais promovidos para combater a pandemia da covid-19.

O déficit de 2021, bem menor que o rombo de 2020, também foi inferior ao estimado pelo Ministério da Economia para o período, de R$95,9 bilhões, de acordo com o mais recente Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas, de novembro.

A meta fiscal de 2021 projetava um déficit de R$247,1 bilhões. Já a mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal, do Ministério da Economia, indicavam déficit de R$14,4 bilhões para o período.

O Tesouro também reportou superávit em dezembro, no melhor período desde 2013, quando registrou saldo positivo de R$23,1 bilhões. Já no mesmo mês em 2020, o Tesouro reportou déficit primário de R$44,1 bilhões.

No mês passado, as despesas primárias do governo central apresentaram queda, em termos reais, de 17,6%, alcançando R$159,5 bilhões. Já as receitas líquidas registraram elevação de 19,6%, a R$173,3 bilhões.

Em nota, o Tesouro pontuou que o déficit registrado no ano de 2021 é equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto. O órgão destaca, entre outros pontos, o reequilíbrio do orçamento, por meio do ajuste fiscal, após o déficit primário ter alcançado 10,0% do PIB em 2020, em meio aos fortes gastos governamentais promovidos no auxílio ao combate da pandemia da covid-19.

Ainda no comunicado, apesar de reconhecer que o resultado fiscal melhor que o esperado no ano passado reflete, sim, o volume de arrecadação registrado, bem como o compromisso de focalização das despesas de enfrentamento da covid-19, o Tesouro também credencia-o ao esforço fiscal promovido, bem como ao mecanismo do Teto de Gastos.

Em coletiva de imprensa para comentar os dados referentes ao mês de dezembro, o secretário do Tesouro, Paulo Valle, destacou que, a despeito das demandas da sociedade por mais gastos, a equipe econômica tem de enfatizar a importância da responsabilidade fiscal.

“Há demanda dos setores mais afetados pela pandemia. Isso é legítimo, mas o nosso lado é lembrar que o equilíbrio fiscal é importante”, afirmou. Considerou, também, que apesar do déficit fiscal do ano passado ter ficado menor que o previsto, o Brasil ainda não encontra-se em um ponto “satisfatório”.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Cintia Thomaz
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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