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Ibovespa avança, refletindo ata do Copom mais 'dócil'

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Ibovespa avança, refletindo ata do Copom mais 'dócil'

Ata foi menos severa que comunicado da semana passada, por pontuar que o fim do ciclo de alta da Selic pode ser em maio, animando o Ibovespa

Ibovespa avança, refletindo ata do Copom mais 'dócil'
bruno-luiz

Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 22 de março –  O Ibovespa mantém o viés positivo nesta terça-feira e registra sua melhor sequência de altas de cinco dias desde novembro de 2020, refletindo a ata da última reunião do comitê de política monetária, que trouxe uma visão em relação ao ciclo de alta da Selic menos dura que comunicado da semana passada.

Por volta das 15h35, o Ibovespa subia 0,81%, a 117.095 pontos, enquanto o índice futuro avançava 0,58%, a 117.825 pontos. A curva de juros, que subia em boa parte da sessão, passou a recuar em quase toda sua extensão até 10 pontos-base. Apenas o contrato vincendo em 2023 subia 1,5 pontos-base. Enquanto isso, o contrato de dólar futuro cedia 0,39%, a R$4,936.

O principal índice da bolsa brasileira registra hoje a maior sequência de cinco dias de altas desde novembro de 2020, com ganhos de 7,61%, impulsionado pelas ações ligadas a commodities e pelo setor financeiro.

A ata do Copom animou o mercado local hoje, sinalizando que haverá uma nova alta de 1 ponto percentual na taxa básica de juros em maio, mas afirmou também que a incerteza diante do conflito na Ucrânia, especialmente no que diz respeito à volatilidade do petróleo, pode fazer com que ocorram mais altas na taxa Selic.

De acordo com Gustavo Cruz, da RB Investimentos, a ata foi menos severa que o comunicado da semana passada, por pontuar que o fim do ciclo de alta da Selic pode ser em maio, apesar de deixar a “porta aberta” para outros apertos. Além disso, a ata mostra que o BC já entende que será difícil trazer a inflação para a meta neste ano e ficará focado em 2023.

Sobe e desce do Ibovespa

Quase todos os setores operavam no campo positivo, com exceção do Índice de Materiais Básicos, que caía 1,01%, em linha com a perda de 3,82% do minério de ferro na bolsa de Dalian. Em relação às altas, destaque para o setor imobiliário, que subia 3,24%, na esteira do recuo na curva de juros.

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as units do banco Inter (BIDI11) puxavam a fila das maiores altas percentuais, em elevação de 6,85%, seguidas pelas ordinárias da Americanas (AMER3), que subiam 6,52%, em dia positivo para empresas do setor de consumo.

De acordo com Moisés Beida, trader e contribuidor do TC, a alta das ações ligadas a tecnologia e varejo na sessão de hoje se deu por um movimento de recompra dos investidores vendidos nos papéis, dado que eles tinham uma grande exposição nessas posições.

A maior queda percentual, por outro lado, era das ordinárias da Vale (VALE3), em baixa de 2,38%, como reflexo do fluxo vendedor por parte da corretora Merrill Lynch na mineradora. Poucas companhias operavam em queda no mesmo horário.

Texto: Bruno Luiz
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

Nesta matéria

BIDI11

BANCO INTER S.A.

15,17

0,24

+1,59%

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AMER3

AMERICANAS S.A

23,18

0,38

+1,64%

VALE3

VALE S.A.

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1,41

+1,76%

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