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Ibovespa atinge pior patamar em quatro meses com pânico nos mercados

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Ibovespa atinge pior patamar em quatro meses com pânico nos mercados

O Ibovespa derreteu 2,81%, a 105 mil pontos, pior patamar desde janeiro, em meio à desconfiança sobre o Federal Reserve controlar a inflação

Ibovespa atinge pior patamar em quatro meses com pânico nos mercados
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Atualizado há 23 dias

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São Paulo, 5 de maio – O Ibovespa registrou nesta quinta-feira o pior fechamento em quatro meses, em um dia de pânico global, com os investidores desconfiando da capacidade do Federal Reserve de controlar a inflação.

O índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo derreteu 2,81% a 105.304 pontos, no pior patamar desde janeiro. O Ibovespa também ficou perto de apagar os ganhos de 2022, registrando agora uma alta de 0,46% no ano.

Nos Estados Unidos, Dow Jones e Nasdaq 100 fecharam com as maiores quedas desde 2020, de 5,06% e 3,12%, respectivamente. Além da fuga de risco das bolsas, as fortes altas do Índice Dólar DXY, de 0,90%, e do Índice de Volatilidade VIX, de 23,88%, perto das 17h10, evidenciam o sentimento de pânico entre os investidores, assim como a disparada do retorno dos títulos do Tesouro americano de dez anos, que chegaram a negociar no maior patamar desde 2018, em 3,10%.

Os ativos globais sinalizam para um aumento da desconfiança de investidores sobre a capacidade do Federal Reserve de trazer a inflação americana para a meta de 2% ao ano, após membros do Comitê Federal de Mercado Aberto elevarem os juros do país em 50 pontos-base ontem, para o intervalo entre 0,75% e 1,00%.

“Já é quase consenso que teremos uma forte crise em 2022. A questão que paira no ar é a magnitude e intensidade da crise que teremos nesse ano”, avaliou Roberto Coutinho, fundador da Escola da Fortuna.

Dessa forma, os próximas pronunciamentos de dirigentes do banco central americano devem repercutir no mercado. Amanhã falam John Williams, do Fed de Nova York, Raphael Bostic, de Atlanta, Christopher Waller, do conselho da autarquia, e Mary Daly, de São Francisco.

Segundo Coutinho, a tendência, sempre que há pânico no mercado, é que os “investidores busquem ativos mais sólidos e saiam de moedas fracas e países emergentes”, disse Coutinho, citando a alta de 1,94% do dólar futuro hoje, a R$5,058, perto das 17h10.

De volta ao Ibovespa, apenas quatro dos 92 papéis da carteira fecharam em alta hoje, enquanto as ordinárias da Totvs e da Magazine Luiza lideraram as quedas percentuais, a 11,12% e 10,71%, respectivamente, e a Vale retirou o maior número de pontos do índice.

Texto: Clara Guimarães
Edição: Renato Carvalho
Arte: Mover

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