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Ibovespa reduz queda com melhora no exterior e estatais

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Ibovespa reduz queda com melhora no exterior e estatais

Dados sobre a inflação oficial do Brasil acima do esperado pelo mercado pressionam o Ibovespa, enquanto o exterior ajuda a suavizar queda

Ibovespa reduz queda com melhora no exterior e estatais
bruno-luiz

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 8 de abril –  O Ibovespa reduziu a queda observada mais cedo no início da tarde desta sexta-feira, refletindo alta das ações ligadas ao setor público e à virada para o campo positivo de índices americanos. Mas o índice ainda é pressionado pela inflação oficial brasileira de março, que saiu acima das expectativas do mercado, na maior variação para o mês desde 1994.

Por volta das 15h, o Ibovespa caía 0,40%, aos 118.387 pontos, enquanto o dólar futuro revertia alta e passava a cair 0,64%, a R$4,753. A curva de juros, por outro lado, avançava até 26 pontos-base, em linha com os dados de inflação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, apresentou alta de 1,62% em março, na comparação mensal, representando uma aceleração frente ao avanço de 1,01% em fevereiro, com maior impacto, de 3,02%, de transportes, seguido por alimentos e bebidas.

O consenso do mercado era para uma alta de 1,30%. Com isso, o IPCA acumula inflação de 11,30% em 12 meses.

No cenário internacional, o S&P500 e o Dow Jones passaram a subir 0,05% e 0,65%, respectivamente, com o fundo de índice ligado a empresas de valor em alta. Por outro lado, o Nasdaq 100 caía 0,88% pressionado por tecnológicas, em linha com o fundo de índice de empresas de crescimento em queda, conforme os investidores se preparam para uma política monetária mais rígida do Federal Reserve.

O barril do petróleo Brent ampliava alta para 1,22%, no patamar dos US$ 101, no mesmo horário.

Sobe e desce do Ibovespa

Na visão setorial, o índice imobiliário tinha a pior queda entre os índices da B3, recuando 1,71%, devido à alta na curva de juros.

Entre as ações do Ibovespa, destaque negativo para papéis ligados ao setor varejista, com as ordinárias da Via (VIIA3), da Americanas (AMER3) e da Magazine Luiza (MGLU3) registrando as maiores quedas percentuais do índice, pois são alvos de vendas de corretoras locais e estrangeiras, como UBS, Goldman Sachs e Santander.

Na ponta oposta, as ações ordinárias da Eletrobras (ELET3) e as preferenciais (ELET6) eram destaque entre as maiores altas do Ibovespa, disparando 5,11% e 3,85%, respectivamente. Esta é a maior alta dos papéis para três pregões em mais de um ano, com volumes financeiros acima do dobro da média de 50 dias, na esteira de um aquecimento das expectativas em torno da privatização da estatal.

Na visão de pontos, as ações ordinárias da Vale (VALE3) recuavam mais de 2%, refletindo o fluxo vendedor da corretora Merrill Lynch, que atingiu um saldo de R$348,4 milhões, e retiravam mais de 300 pontos do índice.

Texto: Bruno Luiz
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

Nesta matéria

VIIA3

VIA S.A

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+2,39%

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MGLU3

MAGAZINE LUIZA S.A.

4,40

-0,51

-11,46%

AMER3

AMERICANAS S.A

23,14

-0,64

-2,70%

VALE3

VALE S.A.

77,89

-0,34

-0,42%

ELET6

CENTRAIS ELET BRAS S.A. -...

40,38

1,24

+3,01%

ELET3

CENTRAIS ELET BRAS S.A. -...

41,58

1,61

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