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Ibovespa futuro oscila com exterior misto, de olho na Ucrânia

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Ibovespa futuro oscila com exterior misto, de olho na Ucrânia

Ibovespa futuro reflete as incertezas do mercado internacional com as tentativas de um cessar-fogo no conflito entre Rússia e Ucrânia

Ibovespa futuro oscila com exterior misto, de olho na Ucrânia
gabriel-brondi

Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 31 de março – O Ibovespa futuro recua na manhã desta quinta-feira, enquanto os futuros das bolsas americanas operam mistos e mais próximos à estabilidade em meio à incerteza de um cessar-fogo na Ucrânia.

Por volta das 9h45, o Ibovespa futuro recuava 0,05% a 120.810 pontos, enquanto os contratos de dólar futuro avançavam 0,02%, cotados a R$4,812, movimento que reflete a aversão ao risco dos investidores no início da sessão. Já os contratos de juros futuros apresentavam queda de até 8 pontos-base em todos os seus vencimentos.

O mercado internacional ainda segue repercutindo as incertezas ligadas ao conflito que já dura mais de um mês no Leste europeu. Além da tensão geopolítica, os investidores também digerem os índices de inflação PCE nos Estados Unidos, principal métrica referencial do Federal Reserve, banco central americano. Na base mensal, o índice desacelerou para 0,60% em fevereiro, conforme a expectativa do mercado; na base anual, contudo, o PCE inflacionou 6,40%, ante 6,10% em janeiro.

Com o intuito de combater a inflação, os Estados Unidos anunciaram a liberação de mais reservas estratégicas de petróleo, que faz os futuros do Brent recuarem 5,21% neste momento, a US$107,54 o barril.

No Brasil, os destaques da agenda são a pesquisa PNAD contínua de fevereiro, que mostrou leve recuo no desemprego, para 11,20%, ante expectativa do mercado de 11,40%; e os resultados mensais do setor público.

No fechamento do trimestre, o Ibovespa acumula ganhos de 14,73%, em linha com o avanço anual de 29,17% do índice amplo de commodities, USCI. Em contrapartida, o S&P500, principal índice referência da bolsa americana acumula perdas de 3,44%.

Segundo um hedge funder brasileiro, o Brasil voltou a ser um dos países preferidos para investidores globais do mercado financeiro e tem atraído em março, em média, R$ 1,390 bilhão por dia para a Bolsa. Os estrangeiros buscam ativos atrelados a commodities e ignoram riscos como o desequilíbrio das contas do governo e o ambiente eleitoral.

O pré-mercado em Nova York mostrava alta de 0,45% nas ADRs da Vale, enquanto as ADRs da Petrobras recuavam 1,09%, no mesmo horário.

Texto: Gabriel Brondi
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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