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Ibovespa futuro sobe antes de reunião do banco central americano

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Ibovespa futuro sobe antes de reunião do banco central americano

Ibovespa futuro sobe com investidores digerindo a prévia da inflação acima do consenso e à espera da decisão de juros nos EUA

Ibovespa futuro sobe antes de reunião do banco central americano
bruno-luiz

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 26 de janeiro – O Ibovespa futuro iniciou a quarta-feira em alta, de olho nos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 acima do consenso e à espera da reunião de política monetária do banco central americano.

Perto das 09h10, o Ibovespa futuro operava em alta de 0,90% aos 111.795 pontos, enquanto o dólar futuro caía 0,25%, negociado a R$5,439. No mercado de juros, a cauda curta da curva DI subia até 12 pontos-base, refletindo a inflação acima do esperado, enquanto o juro longo operava estável.

Considerado a prévia da inflação, o IPCA-15 mostrou desaceleração em relação à leitura de dezembro, mas o dado sequencial de 0,58% superou consensos de mercado, de 0,43%. Dessa forma, as expectativas para alta da taxa básica de juros, a Selic, na próxima semana permanecem centradas em 1,5 ponto percentual.

Ainda no Brasil, outros dados econômicos tomam conta da agenda local, como o INCC-M Mensal, investimento estrangeiro direto, fluxo cambial semanal, relatório mensal da dívida pública e a pesquisa eleitoral da ModalMais.

Para a abertura do mercado à vista, investidores devem ficar de olho nos papéis da Petrobras, cujos recibos negociados no pré-mercado em Nova York operavam em alta de 0,38%, enquanto os recibos da Vale registravam alta de 2%.

Mercado externo

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam no campo positivo, em um movimento de ajuste após registrarem quatro quedas nos últimos cinco pregões, enquanto investidores esperam pela reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, Fomc, com pistas de como será a gestão de política monetária nos EUA nas próximas reuniões.

“Chegou a reunião do Fomc com grande expectativa dos investidores, em meio ao cenário desafiador de inflação nos EUA e global, catalisada pelo choque de oferta, o qual ainda falha em emitir um sinal de solução no curto prazo”, disse a Infinity Asset em seu relatório matinal.

“Portanto, seria o ideal por parte dos bancos centrais trabalhar com os governos para a retirada dos estímulos, em especial aqueles ligados ao auxílio de empresas e desemprego, para então entender se o impacto inflacionário continua elevado”, complementou a corretora.

Fora isso, os resultados trimestrais de uma das maiores empresas americana, a Tesla, pode movimentar o pós-mercado americano, bem como os resultados da AT&T, Boeing, Kimberly-Clark e Intel podem contribuir para um aumento de volatilidade na sessão.

Texto: Bruno Luiz
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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