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Ibovespa sobe com fluxo estrangeiro, bancos e Petrobras

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Ibovespa sobe com fluxo estrangeiro, bancos e Petrobras

O Ibovespa em 110.204 pontos, maior patamar desde outubro de 2021, com forte fluxo comprador estrangeiro nas ações mais líquidas

Ibovespa sobe com fluxo estrangeiro, bancos e Petrobras
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 25 de janeiro – O Ibovespa fechou no maior patamar desde outubro de 2021 nesta terça-feira, com forte fluxo comprador de corretoras estrangeiras nas ações mais líquidas da B3, especialmente Petrobras e grandes bancos.

O Ibovespa fechou em alta de 2,10%, atingindo 110.204 pontos, distante do exterior. O S&P 500 caiu 1,22%, o Nasdaq 100, 2,48%, e o Dow Jones fechou em queda de 0,20%. A curva DI fechou caindo até 6,5 pontos-base na cauda média, e os contratos de dólar fecharam negociados a R$5,450.

A pontuação no índice se dá pelas ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) da Petrobras, que acrescem mais de 400 pontos, e pelo desempenho dos grandes bancos, com forte fluxo estrangeiro. Papéis preferenciais do Bradesco (BBDC4) e do Itaú (ITUB4) somam mais 194 pontos cada ao Ibovespa.

Dentro do índice, o destaque de alta percentual ficou para as ações ordinárias da Qualicorp (QUAL3), com 7,52%, seguidas pelas ações ordinárias da Locaweb (LWSA3), com avanço de 6,44%, refletindo o maior apetite por risco local, com uma maior disseminação do fluxo das corretoras estrangeiras entre small caps.

Na ponta oposta, as ações ordinárias da Suzano (SUZB3) caíram 2,59%, em linha com a troca de posição dos investidores de empresas mais resilientes para aquelas com maior relação risco/retorno, como as small caps, e com a queda do dólar.

O maior volume do dia ficou com as ações preferenciais da Petrobras (PETR4), com um saldo total de R$3,19 bilhões, negociando 55,17% acima da média de 50 pregões. Clientes da corretora Goldman Sachs lideraram as intermediações de compras, com um saldo de R$319,1 milhões.

Nos setores, além do Índice Financeiro, que se beneficiou do fluxo de corretoras estrangeiras como JPMorgan e UBS, os índices Imobiliário e de Consumo tiveram altas fortes, de 3,96% e 2,99%, respectivamente, corrigindo perdas que se acumulam desde meados do ano passado.

Macroeconomia e política

Amanhã, investidores estarão atentos à reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em que se espera uma postura mais rígida para combater a inflação. Os trâmites do conflito na Ucrânia também poderão trazer volatilidade aos mercados.

No Brasil, o destaque fica para a prévia da inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.

O mercado ainda reagiu a uma leve melhora na percepção de riscos fiscais, após o líder do governo na Câmara, Deputado Ricardo Barros, afirmar que “se não houver acordo entre sindicatos, não haverá aumento para nenhuma categoria do funcionalismo”.

Houve também atenção de operadores à falas de ministros após o convite para o Brasil participar da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Veja mais destaques nas diferentes edições do Espresso.

Texto: Clara Sodré
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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