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Ibovespa ignora recuperação no exterior e cai à espera de dados de atividade e inflação

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Ibovespa ignora recuperação no exterior e cai à espera de dados de atividade e inflação

O Ibovespa descolou do exterior, que se recuperou das perdas com a escalada de tensões dos EUA, e fechou a primeira segunda do ano em queda.

Ibovespa ignora recuperação no exterior e cai à espera de dados de atividade e inflação
tcuser

Atualizado há mais de 2 anos

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O Ibovespa terminou o dia em queda, apesar da recuperação dos mercados americanos, que decidiram relevar a crise entre Estados Unidos e Irã e fecharam em alta, em meio à redução da pressão sobre os preços do petróleo. A tensão no Oriente Médio, porém, continua, e qualquer ação mais radical por parte dos iranianos ou seus aliados nos próximos dias pode provocar uma reação mais violenta do presidente Donald Trump e levar a novas instabilidades. Os preços do petróleo também perderam força durante o dia, depois de se aproximarem das máximas em 12 meses. No Brasil, os mercados se preparam para um provável aumento dos preços dos combustíveis e acompanham dados relacionados à atividade, com os números da Anfavea amanhã e a produção industrial na quinta, e à inflação, com IPC da Fipe amanhã, IGP-DI na quarta e IPCA na sexta.

 

O Ibovespa não acompanhou a recuperação dos mercados americanos e fechou em queda, a segunda perda seguida e a quarta em cinco pregões, puxado para baixo pelos bancos, Vale e siderúrgicas, setores com forte peso no indicador. Petrobras, em alta com o petróleo e com as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que não haverá intervenção na política de preço da empresa, que evitou uma queda maior do Ibovespa. A BR Distribuidora liderou as quedas do índice, com a maior perda diária desde junho de 2018, ao lado das empresas aéreas.

 

No mercado de câmbio, o dólar futuro fechou em alta de 0,11%, a R$4,068, o terceiro pregão seguido de ganhos. A moeda americana segue refletindo as preocupações com o cenário externo e a crise no Oriente Médio. Uma piora da crise entre EUA e Irã, ou algum problema na assinatura do acordo comercial inicial com a China no dia 15, porém, podem voltar a pressionar a moeda americana. O mesmo pode ocorrer se os dados locais de atividade previstos para esta semana vierem abaixo do esperado, o que pode afastar os investimentos estrangeiros e reduzir o fluxo de divisas para o país.

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