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Ibovespa recua pressionado por bancos, após balanço do Santander

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Ibovespa recua pressionado por bancos, após balanço do Santander

No Brasil, o destaque do dia é o resultado financeiro do Santander no 1º trimestre, que impacta outros bancos e pressiona o Ibovespa

Ibovespa recua pressionado por bancos, após balanço do Santander
bruno-luiz

Atualizado há 20 dias

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São Paulo, 26 de abril – O Ibovespa acelerou movimento de queda na tarde desta terça-feira, perdendo o patamar dos 109 mil pontos, pressionado pelo setor financeiro, que reflete o resultado trimestral do Santander Brasil, com alguns números abaixo da expectativa do mercado.

Por volta das 14h54, o Ibovespa caía 1,71%, cotado aos 108.788 pontos. Os juros avançavam até 10,5 pontos-base por toda a extensão da curva e o dólar futuro subia 1,79%, negociado a R$4,973.

O destaque do dia no cenário local é o resultado financeiro do Santander Brasil no primeiro trimestre. O banco superou as expectativas de lucro e rentabilidade, mas viu seus índices de inadimplência e provisões para crédito de liquidação duvidosa aumentarem, na esteira da deterioração da qualidade da carteira de crédito. O Santander foi o primeiro banco no Brasil a reportar seus números para o período de janeiro a março.

Nessa esteira, empresas ligadas ao setor financeiro são influenciadas pelo resultado do banco ao longo da sessão. Entre as maiores quedas do Ibovespa por pontos, estavam as ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) e do Itaú (ITUB4), que caíam 4,71% e 3,21%, respectivamente.

Na visão percentual, as units do banco Inter (BIDI11) eram destaque, despencando 5,20%, enquanto as units do Santander (SANB11) recuavam 5,03%.

Além disso, investidores acompanhavam um forte movimento de vendas por parte de corretoras locais e estrangeiras nos papéis do setor, com a corretora Goldman Sachs, JPMorgan e Tullett entre as maiores vendedoras.

Na visão setorial, todos os índices da B3 operavam no campo negativo, com destaque para o financeiro, que caía 3,33% e era pressionado pelos ativos do setor bancário.

Mercado internacional

No exterior, o Secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, disse hoje ao Senado americano que não vê seriedade nas negociações da Rússia por um acordo na Ucrânia. Ele ainda disse que o Irã precisa retomar as normas internacionais de energia nuclear para haver um acordo com o país.

Sobre a Europa, Blinken afirmou que vê um “programa ambicioso” em curso para cortar a dependência do continente da energia da Rússia, o que pressionou os ativos de risco globalmente.

Ainda no cenário externo, as bolsas em Nova York aceleraram o movimento de queda, com os investidores mais cautelosos à espera da divulgação de balanços importantes. Após o pregão, saem os resultados financeiros trimestrais da Microsoft, Visa e da Alphabet, controladora do Google.

O S&P500 recuava 2,16%, o Dow Jones cedia 1,88% e o Nasdaq 100 afundava 3,14%, com as ações da Tesla despencando mais de 11,5%, em meio a preocupações de que Elon Musk “se distraia” após comprar a Twitter.

Texto: Bruno Luiz
Edição: Gabriela Guedes e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Mover

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