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Ibovespa reflete mercado chinês, descolado dos EUA, diz Stormer

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Ibovespa reflete mercado chinês, descolado dos EUA, diz Stormer

O Ibovespa não está atrelado às bolsas americanas e o maior parceiro comercial é a China, disse o sócio fundador da Liberta Investimentos

Ibovespa reflete mercado chinês, descolado dos EUA, diz Stormer
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 20 de janeiro –O Ibovespa tem sustentado um viés de alta, se descolando das bolsas americanas, e refletindo o movimento do mercado chinês, afirmou Alexandre Wolwacz, também conhecido como Stormer, sócio fundador da Liberta Investimentos.

“A nossa bolsa não está de maneira alguma atrelada aos índices Dow Jones e muito menos ao S&P500. Nosso maior parceiro comercial do mundo é a China e, portanto, estamos atrelados à economia deles”, explica Stormer.

Segundo ele, a política monetária adotada pela China neste início de 2022 dá um novo fôlego para os mercados. “A movimentação que o Banco Central chinês fez com esse corte da taxa de juros dá uma injeção de gás na economia, o que significa para o Brasil que vamos ter aquecimento do setor de exportação, especialmente o de proteínas”, avaliou em entrevista à TC Rádio.

O Banco da China cortou ontem duas taxas básicas de juros para combater a desaceleração econômica e a crise no setor imobiliário, medida que beneficia as empresas produtoras de commodities, que impulsionam os ganhos recentes da bolsa brasileira.

Ibovespa na direção contrária dos EUA

Ontem, o Ibovespa registrou a maior alta em uma semana, com um avanço de 1,26%, fechando a 108.013 pontos, enquanto os principais índices dos Estados Unidos recuaram de olho na elevação dos juros. Os índices Dow Jones e o S&P500 caíram 0,96% e 0,97%, respectivamente.

Para Stormer, o Ibovespa somente sustentará um viés de alta quando o índice ultrapassar 109.400 pontos. “A partir desse momento, eu poderia dizer que o nosso próximo alvo seria atingir em torno de 119.000 pontos”.

Durante a entrevista, ele destacou como boa oportunidade o setor de proteínas, em meio às fortes exportações realizadas pelo Brasil, com o dólar ainda favorável.

Por outro lado, ele demonstrou pessimismo em relação às varejistas ao citar o Magazine Luiza, cujo papel apresentou desempenho ruim em 2021. Os papéis da varejista derreteram 75% ao longo do ano passado.

“Passamos o ano inteiro com queda, então neste momento considero muito ousado tomar uma posição enquanto vejo essa tendência. Eu esperaria que conseguisse o alvo de R$7,40, R$7,50, e quando rompesse esse patamar, faixa que o investidor pode acompanhar, teríamos um bom fôlego”.

Política

O gestor também comentou a repercussão da coletiva de imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada ontem. Lula apontou que não enxerga problemas em governar ao lado de Geraldo Alckmin e que o mercado “será ouvido”.

“Ainda acho que é muito cedo para afirmar que Lula está precificado. Já vimos várias pesquisas apontando um candidato muito à frente e depois ele não chegar ao segundo turno, vejo mera especulação, até mesmo para produzir mais volatilidade no mercado”.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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