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Ibovespa sobe 1,25%, impulsionado por Petrobras e Vale

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Ibovespa sobe 1,25%, impulsionado por Petrobras e Vale

Na contramão das bolsas americanas, o Ibovespa fechou no azul, aos 104 mil pontos, em meio ao impulso das companhias de commodities

Ibovespa sobe 1,25%, impulsionado por Petrobras e Vale
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Atualizado há 4 dias

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São Paulo, 11 de maio –O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, ignorando o exterior e se recuperando de quatro quedas consecutivas, com impulso das ações das empresas ligadas às commodities.

O índice de referência da bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,25%, atingindo 104.396 pontos, com as ações do setor de petróleo liderando os ganhos, em linha com o avanço de mais de 4% dos contratos futuros do Brent.

A ações ordinárias da Petrobras (PETR3) e da Petrorio (PRIO3) figuraram no topo das altas percentuais do Ibovespa, com 5,04% e 5,03%, respectivamente. Na sequência, as ordinárias da Vale (VALE3) avançaram 4,17%, contribuindo com o maior número de pontos, em meio à alta de 5,32% do minério de ferro em Dalian, na China.

Na outra ponta, as ordinárias da Qualicorp (QUAL3) derreteram 12,80%, após a empresa frustrar as expectativas de investidores no balanço do primeiro trimestre, divulgado ontem. Na sequência, as ordinárias da Hapvida (HAPV3) e da Locaweb (LWSA3) caíram 5,97% e 5,71%, respectivamente.

A valorização das commodities, na esteira da redução de casos de Covid-19 em Xangai, e a retomada de transportes de matéria-prima na China, sustentou o índice brasileiro em meio à queda nos Estados Unidos.

Segundo o economista Fabio Louzada, porém, o cenário ainda é de incerteza. “Os investidores têm buscado correr para ativos mais seguros, como o dólar, além de enviarem os seus recursos para países mais desenvolvidos”, avaliou. Perto das 17h00, o contrato futuro da moeda americana subia 0,19% a R$5,176.

Nos EUA, os índices S&P500, Dow Jones e Nasdaq 100 fecharam com baixas de 1,64%, 1,01% e 3,06%, respectivamente, refletindo a divulgação do índice de inflação ao consumidor americano e a perspectiva de maior aperto monetário nos EUA.

O CPI de abril apontou uma desaceleração de 8,5% para 8,3% na base anual, porém acima do consenso, que indicava para uma escalada de preços de 8,1%. Já os núcleos, que excluem os preços de combustíveis e energia, tiveram uma aceleração na base mensal, com alta de 0,60% no mês passado, ante 0,30% em março e consenso de 0,40%, podendo pressionar o Fed a acelerar o ritmo de alta nos juros.

Nesta tarde, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que apoiará mais altas de juros se essa escalada de preços persistir.

Internamente, o mercado repercutiu também o IPCA de abril, que apresentou alta de 1,06% na comparação mensal, a maior para o mês desde 1996, abaixo do avanço de 1,62% em março e levemente acima do consenso de 1,00%. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 12,13%.

Nesta tarde, buscando reduzir os preços para combater a inflação, o governo anunciou a redução até dezembro das alíquotas de importação para diversos produtos agrícolas, carnes e aço para construção. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, as medidas também visam aumentar a abertura da economia e a competitividade de alguns setores.

Texto: Clara Guimarães
Edição: Renato Carvalho
Arte: Vinícius Martins / Mover

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