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Ibovespa sobe com fluxo externo comprador, puxado por commodities

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Ibovespa sobe com fluxo externo comprador, puxado por commodities

Dados positivos de inflação ao produtor também contribuem para a alta do Ibovespa, que vai na contramão de Nova York mais uma vez

Ibovespa sobe com fluxo externo comprador, puxado por commodities
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 1 de fevereiro – O Ibovespa caminha para a quinta alta em seis pregões, puxado por commodities, e sugerindo continuidade do fluxo comprador de estrangeiros que marcou o mês de janeiro.

Por volta das 15h40, o Ibovespa avançava 0,71% aos 112.939 pontos. O dólar futuro recuava 0,58%, cotado a R$5,311.

No exterior, S&P500, Dow Jones e Nasdaq 100 registravam leves altas de 0,08%, 0,12% e 0,06%, respectivamente. O Índice VIX, conhecido como indicador do medo, recuava 4,99%, para 23,59 pontos, demonstrando menor aversão ao risco.

Investidores americanos estão cautelosos à espera dos balanços de Google, General Motors e PayPal, que serão divulgados após o fechamento do pregão. A Exxon Mobil divulgou seus resultados do quarto trimestre do ano passado pela manhã com lucros acima do esperado de US$2,05 por ação.

Na contramão dos últimos dias, o Ibovespa subia puxado por ações de empresas exportadoras de commodities, como Vale, Petrobras e siderúrgicas. Também chamava atenção a alta das units do banco Inter (BIDI11), que lideravam as altas percentuais em dia de queda para outros bancos digitais.

Vale (VALE3) puxava as altas por pontos, em elevação de mais de 4%, seguida pelas ações ordinárias e preferenciais da Petrobras  (PETR3/PETR4), que subiam 2,24% e 1,98%, respectivamente, mesmo com a queda de 0,39% no preço do petróleo tipo Brent, cotado a US$88,91.

Na ponta negativa, ações dos setores Imobiliário e Small Caps lideravam as quedas do Ibovespa. O maior recuo era do papel preferencial da Alpargatas (ALPA4), com 5,78%, seguido pelo Banco Pan (BPAN4), que recuava 5,40%.

Inflação ao produtor

Atrelado ao maior apetite de estrangeiros pelo mercado brasileiro, investidores demonstram otimismo após o IBGE informar que os preços do setor industrial brasileiro encerraram dezembro de 2021 com deflação de 0,12% na base mensal, ante um consenso de mercado de inflação de 1%.

No acumulado do ano passado, no entanto, a inflação registrou recorde da série histórica, iniciada em 2014, ao encerrar em 28,39%, mas abaixo da expectativa de 29,51%.

O mercado local também aguarda o começo da temporada de balanços de companhias brasileiras, com as Indústrias Romi divulgando seus números hoje, e Cielo e Santander amanhã.

Texto: Eduardo Puccioni
Edição: Gabriela Guedes e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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