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Ibovespa supera 115 mil pontos e juros sobem à espera de IPCA-15, PIB dos EUA

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Ibovespa supera 115 mil pontos e juros sobem à espera de IPCA-15, PIB dos EUA

O Ibovespa avançou pelo terceiro pregão seguido e renovou mais uma vez o recorde histórico, impulsionado pelo otimismo doméstico e externo.

Ibovespa supera 115 mil pontos e juros sobem à espera de IPCA-15, PIB dos EUA
tcuser

Atualizado há mais de 2 anos

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O Ibovespa teve hoje seu terceiro pregão seguido de alta, atingindo o maior nível da história, com 115.011 pontos na máxima do dia, acompanhando o otimismo das bolsas americanas, que voltaram a bater recordes, embalados pelo otimismo com o avanço das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. No Brasil, os investidores se animaram também com a revisão para cima da expectativa de crescimento da economia do Banco Central e com a criação de empregos muito acima do esperado em novembro. A atenção agora se volta para o IPCA-15, prévia da inflação oficial usada pelo BC nas metas, e com os números do PIB dos Estados Unidos, que saem amanhã.

 

O índice até ameaçou uma realização de lucros após o recorde de pontos do dia anterior, marcado pelo vencimento do mercado futuro de índice, e abriu em ligeira queda. Mas logo retomou os ganhos e fechou em alta de 0,71%, com novo recorde, de 115.131 pontos, após as declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, de que detalhes do pré-acordo com a China serão divulgados em janeiro. Novo impulso veio depois que o Caged mostrou a criação de 99.232 vagas em novembro, o melhor resultado desde 2010 e o dobro do esperado pelo mercado, indicando que a economia brasileira está reagindo ao estímulo dado pelo BC ao reduzir o juro para 4,5%, o nível mais baixo da história.

 

O mercado de juros aguarda agora os dados de amanhã, do IPCA-15, que podem indicar alguma pressão maior na inflação e levaria o BC a se preocupar com os preços e elevar os juros mais cedo. A projeção é de alta de 0,90% no mês, e 3,76% em 12 meses, bem acima dos 0,14% e 2,67%, respectivamente, de novembro. Mas não é só a variação do índice que vai ser acompanhada de perto pelo mercado. Se a alta for maior, mas localizada em carnes, sem contaminar itens mas sensíveis ao juro, a alta da inflação poderá ser relativizada e a pressão sobre os juros será menor.

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