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Ibovespa tende a se segurar com melhora nos ruídos políticos, avalia analista da Nova Futura

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Ibovespa tende a se segurar com melhora nos ruídos políticos, avalia analista da Nova Futura

Para o Ibovespa se manter em patamares melhores, a equipe econômica precisa seguir com as pautas reformistas, analisou Alex Martins

Ibovespa tende a se segurar com melhora nos ruídos políticos, avalia analista da Nova Futura
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Atualizado há 6 meses

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Rio de Janeiro, 18 de novembro – A equipe econômica precisa dar prosseguimento às pautas reformistas para que os ruídos políticos diminuam e o Ibovespa possa se segurar em patamares melhores, avaliou Alex Martins, analista técnico na Nova Futura Investimentos.

“Enquanto há muito ruído, o mercado não consegue fazer conta. Precisamos encaminhar as pautas reformistas, e o curto prazo prejudica o andamento das reformas. Acabando os ruídos, a bolsa tende a se segurar”, afirmou, em entrevista à TC Rádio.

Mesmo após diversas companhias apresentarem balanços fortes referentes ao terceiro trimestre, o Ibovespa fechou ontem em queda de 1,39%, abaixo dos 103 mil pontos, pressionado pela pauta política. O índice abriu a sessão desta quinta-feira em leve alta, subindo 0,24%, aos 103.195 pontos, por volta das 11h35.

Expectativa para PEC dos Precatórios

No programa Espresso da Manhã, o analista demonstrou pessimismo em relação às críticas que o Senado vem fazendo à votação da Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC dos Precatórios na Câmara.

Segundo Martins, o fato gera ruído, adicionando mais preocupação para o mercado. Ele alertou, ainda, para o aparecimento de mais barulho com o presidente Jair Bolsonaro avaliando reajuste para o funcionalismo público.

Presidência do Federal Reserve

Alex Martins também comentou as falas do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre a manutenção ou não de Jerome Powell à frente do Federal Reserve, banco central americano.

Para o analista, mais importante do que decidir a recondução do presidente da autoridade monetária ou a substituição por Lael Brainard, é que o mercado tenha no radar a previsão de cinco novos presidentes do Fed, em diferentes estados. “Se tivermos um afrouxamento monetário, isso vai repercutir em 2023”, disse.

Na terça-feira, o diretor do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que a autarquia deveria dobrar a velocidade do tapering, redução das recompras de ativos financeiros que estimulam a economia, e previu duas altas de juros nos EUA no ano que vem.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover

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