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IGP-DI inflaciona em janeiro refletindo commodities e diesel

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IGP-DI inflaciona em janeiro refletindo commodities e diesel

No mês passado, o IGP-DI registrou alta de 2,01%, acima das expectativas do mercado de 1,75% e uma aceleração frente aos 1,25% de dezembro

IGP-DI inflaciona em janeiro refletindo commodities e diesel
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Atualizado há 3 meses

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São Paulo, 7 de fevereiro – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, IGP-DI, acelerou em janeiro na comparação com dezembro, ficando acima do consenso, refletindo as altas das commodities, em especial do minério de ferro, soja e milho, além da alta do diesel, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas.

No mês passado, o IGP-DI registrou alta de 2,01%, acima das expectativas do mercado de 1,75% e uma aceleração frente aos 1,25% anotados em dezembro. Com isso, o índice acumula alta de 16,71% em 12 meses, segundo a FGV.

O índice de preços ao produtor amplo, IPA, que representa 60% do IGP-DI, teve alta de 2,57% em janeiro, muito acima dos 1,54% registrados em dezembro. O coordenador de pesquisas da FGV, André Braz, diz que o minério de ferro, apesar de ter desacelerado frente a dezembro, ainda segue com alta expressiva de 11,33% e representa quase 30% da alta do IPA. “Além do minério, a soja, com alta de 5,55%, o milho, em 8,40%, e o diesel, em 5,13%, contribuíram para a elevação do IGP-DI”, conclui.

Já o índice de preços ao consumidor, IPC, com peso de 30% no IGP-DI, variou 0,49% em janeiro, desacelerando dos 0,57% de dezembro. A variação menor reflete a desaceleração dos grupos de habitação, com ajuda das tarifas de eletricidade que tiveram deflação de 1,76%, e de transporte, com auxílio da deflação da gasolina, em 1,12%. Por outro lado, o grupo de alimentação subiu de 0,72% em dezembro para 1,15%.

Por último, o índice nacional da construção civil, INCC, com peso de 10% sobre o índice, teve alta de 0,71% ante 0,35% em dezembro. Os três itens apresentaram variação positiva, com destaque para os serviços, com alta de 1,39%, seguido por materiais e equipamentos, em 1,08%, e mão de obra, em 0,26%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Artur Horta
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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