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IGP-DI sobe mais que o esperado em outubro, refletindo minério e combustível, diz FGV

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IGP-DI sobe mais que o esperado em outubro, refletindo minério e combustível, diz FGV

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o IGP-DI subiu 1,60% em outubro, quando o mercado projetava avanço de 1,31% na comparação mensal

IGP-DI sobe mais que o esperado em outubro, refletindo minério e combustível, diz FGV
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Atualizado há 7 meses

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Rio de Janeiro, 8 de novembro – O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna acelerou em outubro acima do consenso, puxado pelos preços do minério de ferro e dos combustíveis. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o IGP-DI subiu 1,60% em outubro, quando o mercado projetava avanço de 1,31% na comparação mensal. Com o resultado, o índice acumula alta de 16,96% no ano e de 20,95% em 12 meses.

Segundo o coordenador de Índices de Preços da FGV, André Braz, a inflação ao produtor acelerou em seus três estágios de processamento. “Os avanços registrados nos preços do minério de ferro, de -22,11% para 4,29%, do óleo diesel, passando de 0,60% para 10,24%, e da gasolina, de 1,20% para 6,62%, foram os grandes destaques em cada um dos três grandes grupos do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo]”, disse.

O IPA com maior peso subiu 1,90% em outubro, após registrar queda de 1,17% em setembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou de 1,26% em setembro para 1,47% em outubro. O principal responsável por esse avanço foram os combustíveis, cuja taxa passou de 1,47% para 5,78%.

Em relação às matérias-primas brutas, a alta foi de 0,75% em outubro, ante queda de 5,75% em setembro, puxada pelas elevações do minério de ferro, da cana de açúcar e do café em grão. Por outro lado, houve queda de bovinos, mandioca/aipim e aves.

Índice de Preços ao Consumidor

Já o IPC desacelerou a 0,77% em outubro, contra 1,43% em setembro. Destaque foram cinco das oito classes que registraram decréscimo nas taxas, sendo elas habitação, educação, alimentação, transporte e despesas diversas. Esse último item foi influenciado pela tarifa de energia elétrica residencial, passagem aérea, frutas, gasolina e serviços bancários.

O núcleo do IPC, que retira do cálculo os componentes mais voláteis, registrou taxa de 0,44% em outubro, ante 0,46% no mês anterior. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 71,94%, 6,46 pontos percentuais acima do registrado em setembro.

Índice Nacional de Custos da Construção

Por fim, o INCC também teve aceleração, com alta de 0,86% em outubro, ante 0,51% em setembro. Os setores de materiais e equipamentos e serviços apresentaram alta, ao passo que mão de obra registrou decréscimo.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Lucia Boldrini  e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinicius Martins / Mover

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