IBOV

114.647,99 pts

+1,27%

SP500

4.473,90 pts

+0,63%

DJIA

35.318,55 pts

+0,97%

NASDAQ

15.156,37 pts

+0,49%

IFIX

2.743,93 pts

+0,41%

BRENT

US$ 84,84

+0,62%

IO62

¥ 702,00

-2,83%

TRAD3

R$ 8,18

+12,20%

ABEV3

R$ 15,53

+0,12%

AMER3

R$ 37,45

+9,27%

ASAI3

R$ 17,54

-1,46%

AZUL4

R$ 35,62

+1,19%

B3SA3

R$ 13,15

+2,73%

BIDI11

R$ 50,28

-1,56%

BBSE3

R$ 21,68

+1,78%

BRML3

R$ 8,45

+0,11%

BBDC3

R$ 18,28

+4,21%

BBDC4

R$ 21,28

+5,08%

BRAP4

R$ 55,10

+2,01%

BBAS3

R$ 31,58

+3,00%

BRKM5

R$ 58,93

+2,55%

BRFS3

R$ 25,79

+1,13%

BPAC11

R$ 26,00

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CRFB3

R$ 18,65

+3,49%

CCRO3

R$ 12,73

+1,59%

CMIG4

R$ 15,00

-0,99%

HGTX3

R$ 37,51

+0,00%

CIEL3

R$ 2,62

+5,22%

COGN3

R$ 3,11

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CPLE6

R$ 6,62

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CSAN3

R$ 23,25

-1,02%

CPFE3

R$ 26,08

-0,42%

CVCB3

R$ 20,27

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CYRE3

R$ 18,18

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ECOR3

R$ 9,95

+0,30%

ELET3

R$ 39,26

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ELET6

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EMBR3

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ENBR3

R$ 19,15

+1,10%

ENGI11

R$ 45,90

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ENEV3

R$ 15,48

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EGIE3

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EQTL3

R$ 24,67

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FLRY3

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GGBR4

R$ 28,17

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GOAU4

R$ 12,83

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R$ 20,60

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NTCO3

R$ 44,14

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HAPV3

R$ 13,01

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HYPE3

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R$ 33,36

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GNDI3

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IRBR3

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R$ 11,25

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JBSS3

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JHSF3

R$ 5,95

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MGLU3

R$ 14,56

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MRFG3

R$ 27,15

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R$ 18,35

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R$ 46,17

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R$ 12,57

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Atualizado há cerca de 2 anos

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Poucos tinham certeza de que essa semana terminaria com bolsas em queda, commodities derretendo e maior busca por proteção. Mas o mercado estava certo quando reagiu ceticamente, na quarta-feira, à decisão do Federal Reserve de cortar a taxa básica de juros dos Estados Unidos pela primeira vez em 11 anos. Por quê? Ao mudar a função de reação do Fed dos dados de inflação e emprego para a política – nesse caso, a incerteza causada pela guerra comercial -, o Fed deu sopa e o presidente americano Donald Trump ficou à vontade para forçar a mão do banco central americano com a ameaça de mais sobretaxas à China. Hoje, os dados de emprego mostraram uma economia americana sólida, porém com sinais de desaquecimento.

 

Assim, os mercados devem continuar sentindo, ao longo da semana que vem, o peso de duas coisas: a primeiro, que a reação de Trump, feita de forma estrepitosa pelas redes sociais, limitou o papel do Fed na atual situação ao de fornecedor de seguro caso os políticos tomem ações que afetem gravemente a economia, mas que os mantenham no poder. A perspectiva de mais risco moral é assustadora. A outra, com as redes sociais ditando as regras de comunicação entre os políticos e os cidadãos, os mercados devem viver surtos de volatilidade mais frequentes. EUA, Reino Unido, Turquia e Itália fornecem exemplos de lideranças políticas pouco interessadas em fazer escolhas e falas prudentes.

 

Em meio à turbulência causada por decisões erradas e a indisciplina dos políticos, as bolsas em Nova Iorque apontavam para seu pior desempenho semanal de 2019. Os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo derreteram, com a diferença entre as taxas dos títulos de três meses e dez anos testando a mínima do ano. Isso é sinal de que os mercados apostam cada vez mais em uma recessão. O iene se fortaleceu, o ouro disparou, o cobre despencou e a volatilidade, medida pelo índice VIX, subia quase 10%. Logicamente, a demanda por ativos de risco cai forte: o ETF MSCI Emerging Markets derretia 1,2%, enquanto o EWZ, o ETF que replica o Ibovespa em Nova Iorque, caía 1%.

 

O índice Bovespa opera em queda de 0,32%, a 101.797 pontos, por volta do meio-dia, após atingir máxima de 103.179 pontos no início do pregão. O principal motivo foi a confirmação, pelo assessor econômico de Trump, Larry Kudlow, da decisão de sobretaxar US$300 bilhões em importações chinesas a partir de setembro. O volume projetado para o pregão de hoje, em R$17 bilhôes, está acima das médias diárias do ano. Vale ON liderava as quedas, após o tombo na cotação do minério de ferro na China. O dólar futuro tocou os R$3,90, maior patamar em um mês, com investidores reavaliando a atratividade de operações como o carry trade – quando o investidor toma empréstimo em países com juros reduzidos para aplicar em países com juros altos. O Banco Central anunciou a rolagem de 11.000 contratos de swap para outubro, na tentativa de arrefecer a volatilidade. Os juros futuros operam em alta.

 

O destaque positivo do pregão no segmento Bovespa da B3 veio da Petrobras, cujas ações impedem que o Ibovespa recue ainda mais. As ações PN e ON da Petrobras lideram a ponta das altas na bolsa, em alta de 3,59% e 2,75%, respectivamente, com o investidor reagindo positivamente ao balanço da estatal, com o maior lucro líquido da história: R$18 bilhões. O balanço da Petrobras sempre é difícil de ler e o trimestre passado não foi a exceção: mudanças e baixas contábeis, e vendas de ativos. No entanto, o mercado gostou do que viu e reconheceu que há catalisadores positivos para o papel. Em teleconferência hoje, o diretor-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a redução acelerada da dívida continuará, que o corte na projeção do capex da estatal reflete a maior disciplina no uso do capital e que continuará a pagar dividendos mínimos até a Petrobras atingir níveis de endividamento confortáveis.

A próxima semana será marcada pela volta dos parlamentares às sessões no Congresso e a retomada da votação, em segundo turno, da Reforma da Previdência na Câmara. O analista político da IdealPolitik e membro experiente do TC, Leopoldo Vieira, espera que aconteça em 13 de agosto. Além disso, serão divulgados, na segunda-feira, dados do PMI composto da China, Brasil, EUA e da União Europeia. O destaque da terça-feira será a divulgação da ata da reunião de juros do Banco Central. No mesmo dia, os EUA informam o índice Redbook. Na quinta, teremos IPCA de julho. No âmbito corporativo, a temporada de balanços começa a arrefecer – o que não quer dizer que não haverá divulgações importantes: entre os destaques, Banco Pan, Braskem, B3, Banco do Brasil e BRF.

 

(Foto: Donald Trump e Jerome Powell/ PBS).

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