IBOV

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SP500

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DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

US$ 76,05

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IO62

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+5,80%

TRAD3

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+2,33%

ABEV3

R$ 16,73

+0,24%

AMER3

R$ 30,26

-0,65%

ASAI3

R$ 13,53

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AZUL4

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B3SA3

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R$ 21,67

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BRML3

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BBDC3

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Atualizado há mais de 2 anos

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Poucos tinham certeza de que essa semana terminaria com bolsas em queda, commodities derretendo e maior busca por proteção. Mas o mercado estava certo quando reagiu ceticamente, na quarta-feira, à decisão do Federal Reserve de cortar a taxa básica de juros dos Estados Unidos pela primeira vez em 11 anos. Por quê? Ao mudar a função de reação do Fed dos dados de inflação e emprego para a política – nesse caso, a incerteza causada pela guerra comercial -, o Fed deu sopa e o presidente americano Donald Trump ficou à vontade para forçar a mão do banco central americano com a ameaça de mais sobretaxas à China. Hoje, os dados de emprego mostraram uma economia americana sólida, porém com sinais de desaquecimento.

 

Assim, os mercados devem continuar sentindo, ao longo da semana que vem, o peso de duas coisas: a primeiro, que a reação de Trump, feita de forma estrepitosa pelas redes sociais, limitou o papel do Fed na atual situação ao de fornecedor de seguro caso os políticos tomem ações que afetem gravemente a economia, mas que os mantenham no poder. A perspectiva de mais risco moral é assustadora. A outra, com as redes sociais ditando as regras de comunicação entre os políticos e os cidadãos, os mercados devem viver surtos de volatilidade mais frequentes. EUA, Reino Unido, Turquia e Itália fornecem exemplos de lideranças políticas pouco interessadas em fazer escolhas e falas prudentes.

 

Em meio à turbulência causada por decisões erradas e a indisciplina dos políticos, as bolsas em Nova Iorque apontavam para seu pior desempenho semanal de 2019. Os rendimentos dos Treasuries de curto e longo prazo derreteram, com a diferença entre as taxas dos títulos de três meses e dez anos testando a mínima do ano. Isso é sinal de que os mercados apostam cada vez mais em uma recessão. O iene se fortaleceu, o ouro disparou, o cobre despencou e a volatilidade, medida pelo índice VIX, subia quase 10%. Logicamente, a demanda por ativos de risco cai forte: o ETF MSCI Emerging Markets derretia 1,2%, enquanto o EWZ, o ETF que replica o Ibovespa em Nova Iorque, caía 1%.

 

O índice Bovespa opera em queda de 0,32%, a 101.797 pontos, por volta do meio-dia, após atingir máxima de 103.179 pontos no início do pregão. O principal motivo foi a confirmação, pelo assessor econômico de Trump, Larry Kudlow, da decisão de sobretaxar US$300 bilhões em importações chinesas a partir de setembro. O volume projetado para o pregão de hoje, em R$17 bilhôes, está acima das médias diárias do ano. Vale ON liderava as quedas, após o tombo na cotação do minério de ferro na China. O dólar futuro tocou os R$3,90, maior patamar em um mês, com investidores reavaliando a atratividade de operações como o carry trade – quando o investidor toma empréstimo em países com juros reduzidos para aplicar em países com juros altos. O Banco Central anunciou a rolagem de 11.000 contratos de swap para outubro, na tentativa de arrefecer a volatilidade. Os juros futuros operam em alta.

 

O destaque positivo do pregão no segmento Bovespa da B3 veio da Petrobras, cujas ações impedem que o Ibovespa recue ainda mais. As ações PN e ON da Petrobras lideram a ponta das altas na bolsa, em alta de 3,59% e 2,75%, respectivamente, com o investidor reagindo positivamente ao balanço da estatal, com o maior lucro líquido da história: R$18 bilhões. O balanço da Petrobras sempre é difícil de ler e o trimestre passado não foi a exceção: mudanças e baixas contábeis, e vendas de ativos. No entanto, o mercado gostou do que viu e reconheceu que há catalisadores positivos para o papel. Em teleconferência hoje, o diretor-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a redução acelerada da dívida continuará, que o corte na projeção do capex da estatal reflete a maior disciplina no uso do capital e que continuará a pagar dividendos mínimos até a Petrobras atingir níveis de endividamento confortáveis.

A próxima semana será marcada pela volta dos parlamentares às sessões no Congresso e a retomada da votação, em segundo turno, da Reforma da Previdência na Câmara. O analista político da IdealPolitik e membro experiente do TC, Leopoldo Vieira, espera que aconteça em 13 de agosto. Além disso, serão divulgados, na segunda-feira, dados do PMI composto da China, Brasil, EUA e da União Europeia. O destaque da terça-feira será a divulgação da ata da reunião de juros do Banco Central. No mesmo dia, os EUA informam o índice Redbook. Na quinta, teremos IPCA de julho. No âmbito corporativo, a temporada de balanços começa a arrefecer – o que não quer dizer que não haverá divulgações importantes: entre os destaques, Banco Pan, Braskem, B3, Banco do Brasil e BRF.

 

(Foto: Donald Trump e Jerome Powell/ PBS).

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