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Indústria brasileira começa o ano com baixa na produção

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Indústria brasileira começa o ano com baixa na produção

A indústria recuou 2,40% no início de 2022; resultado vem após expansão da produção em dezembro devido ao período de férias em janeiro

Indústria brasileira começa o ano com baixa na produção
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 9 de março – A indústria brasileira voltou a recuar no mês de janeiro, como consequência da queda na produção em todas as grandes categorias econômicas pesquisadas, após uma expansão antecipada em dezembro pelas férias em janeiro.

Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o setor industrial recuou 2,40% na base mensal em janeiro, quando o consenso apontava recuo de 1,90%, ante crescimento de 2,9% em dezembro.

Com isso, a indústria se encontra 3,5% abaixo do patamar de antes do início da pandemia e 19,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com janeiro de 2021, a indústria recuou 7,2%, ante consenso de queda de 6,0%.

“Verificamos que o mês de janeiro está bem caracterizado pela perda de dinamismo e de perfil disseminado de queda, uma vez que todas as grandes categorias econômicas mostram recuo na produção, tanto na comparação com o mês anterior quanto na comparação com janeiro de 2021”, destaca o gerente da pesquisa, André Macedo.

Macedo destaca que a expansão verificada em dezembro de 2021 pode estar relacionada à antecipação da produção, por conta de janeiro ser um mês muito marcado por férias coletivas e paralisações.

Quando comparado com dezembro de 2021, 20 das 26 atividades industriais pesquisadas apresentaram queda na produção. Já ante janeiro de 2021, foram 18 atividades registrando recuo.

Falta de insumos ainda prejudica a indústria

Entre os setores, as influências negativas mais importantes em janeiro de 2022 foram: veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 17,4%; e indústrias extrativas, com recuo de 5,2%, após acumularem expansão de 18,2% e de 6,0% nos dois últimos meses de 2021, respectivamente.

“A indústria vem sendo afetada pela desarticulação das cadeias produtivas por conta da pandemia, tendo no encarecimento dos custos de produção e na dificuldade para obtenção de insumos e matéria-prima para a produção do bem final características importantes desse processo”, acrescentou Macedo.

Por fim, foi justificado também que os juros e a inflação em elevação, juntamente com um número ainda elevado de trabalhadores fora do mercado de trabalho, ajudam a explicar o comportamento negativo da indústria.;

Texto: Eduardo Puccioni
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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