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Indústria tem janeiro menos confiante dos últimos 4 anos, aponta pesquisa da CNI

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Indústria tem janeiro menos confiante dos últimos 4 anos, aponta pesquisa da CNI

Segundo a CNI, os resultados para a indústria se devem à frustração de expectativas diante das incertezas no cenário econômico em 2022

Indústria tem janeiro menos confiante dos últimos 4 anos, aponta pesquisa da CNI
fernanda-almeida

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 13 de janeiro – O setor industrial começou o ano de 2022 menos confiante, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, divulgado nesta quinta-feira. O Índice de Confiança do Empresário Industrial é o mais baixo para o mês de janeiro desde 2018.

O ICEI recuou 0,7% em janeiro de 2022 em relação a dezembro de 2021, passando de 56,7 pontos para 56 pontos. O índice ficou em 60,9 pontos em janeiro do ano passado e em 65,3 pontos em 2020. Neste ano, foram entrevistadas 1.209 empresas entre 3 e 7 de janeiro.

O ICEI varia entre 0 e 100 pontos, sendo que os dados acima de 50 indicam confiança e, abaixo de 50, a falta dela. Segundo a CNI, a queda da confiança registrada neste mês reverte o avanço também de 0,7% registrado entre novembro e dezembro do ano passado.

O Indicador das Condições Atuais, um dos componentes do ICEI, recuou 0,4 ponto e ficou em 49,6 pontos, abaixo dos 50 pontos. Isso indica que a percepção dos empresários sobre as condições atuais da indústria passou de neutra para negativa.

Motivos para a falta de confiança na indústria

Segundo a CNI, “os resultados se devem à frustração de expectativas diante do alto grau de incertezas do cenário econômico em 2022”. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a situação é agravada pelo aumento de casos de covid-19 no Brasil e no mundo, impulsionado pela variante ômicron.

“O avanço da contaminação no Brasil, que tem levado ao afastamento de funcionários, assim como restrições adotadas por alguns países devido ao recrudescimento da pandemia, minam a confiança de uma continuidade da retomada econômica e normalização do acesso a insumos”, pontua Azevedo.

Apesar disso, os entrevistados se mantêm otimistas quanto aos próximos seis meses, mas menos do que em dezembro. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto na comparação com o último mês, ficando em 59,2 pontos.

Texto: Fernanda de Almeida
Edição: Stéfanie Rigamonti e Renato Carvalho
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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