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Inflação ao produtor avança 1,18% em janeiro, acima das projeções

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Inflação ao produtor avança 1,18% em janeiro, acima das projeções

Os preços do petróleo e do minério de ferro puxaram a inflação ao produtor; commodities devem manter alta com conflito na Ucrânia

Inflação ao produtor avança 1,18% em janeiro, acima das projeções
eduardo-puccioni

Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 8 de março – O Índice de Preços ao Produtor de janeiro surpreendeu os analistas ao voltar a apresentar inflação bem acima do consenso de mercado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta terça-feira. O indicador foi puxado pelas altas do petróleo e do minério de ferro, commodities que devem continuar em elevação pelos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

De acordo com o IBGE, o mês de janeiro fechou com inflação de 1,18% nos preços da indústria, ante uma expectativa de alta de 0,20%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ao produtor foi de 25,51%, acima do consenso de 24,30%.

O IPP mede a variação de preços de produtos na porta de fábrica, ou seja, sem a incidência de impostos e fretes.

Além das fortes altas nos preços do petróleo e do minério de ferro, o analista da pesquisa do IBGE, Felipe Câmara, relata a influência de problemas na cadeia de suprimentos.

“Houve também transmissão disseminada de maiores custos dos insumos ao longo das cadeias produtivas, que se encontram desarticuladas por paralisações na produção, escassez e encarecimento de matérias-primas”, explica.

A depender dos desdobramentos do conflito no Leste Europeu, o setor industrial brasileiro, bem como do restante do mundo, deve ser ainda mais afetado pelo preço mais alto de várias matérias-primas.

Maiores altas

Das 24 atividades das indústrias, 18 delas fecharam janeiro com alta, com destaque para indústrias extrativas, com avanço de 9,54%, bebidas, com alta de 4,31%, madeira, com aumento de 3,14% e papel e celulose, com avanço de 2,85%.

Quando analisado o desempenho dos últimos 12 meses, os setores com as quatro maiores variações de preços foram: refino de petróleo e biocombustíveis, com aumento de 64,81%; outros produtos químicos, com alta de 56,65%; madeira, com avanço de 38,97%; e produtos de metal, com alta de 33,01%.

Texto: Eduardo Puccioni
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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