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Atualizado há 16 dias

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São Paulo, 1 de janeiro – Quem trabalha com ativos de risco há mais de 20 anos já viu o filme que vai passar no Brasil em 2022 – pelo menos o início dele: janeiro começa com um candidato oposicionista de esquerda liderando as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, e cada passo dele na definição de um programa econômico tem potencial para chacoalhar os mercados.

Esse candidato, em 2002, foi Luiz Inácio Lula da Silva, vitorioso naquela disputa e que em 2022 tentará repetir o feito. Uma diferença, neste segundo filme da série, é que Lula hoje lidera com vantagem maior do que tinha há 20 anos, segundo as pesquisas.

Enquanto isso, na cena internacional, está saindo de cartaz o enredo da liquidez infinita, o “Dinheiro Jogado de Helicóptero”, que impediu que as economias desenvolvidas entrassem em recessão no pior momento da pandemia.

Em seu lugar, para combater a inflação mais virulenta em décadas nos Estados Unidos e na Europa, virá uma política monetária mais conservadora, que afetará os países emergentes. Somam-se a isso os movimentos da China para estabilizar seu crescimento.

Já a covid-19 entra no seu Ano 3, com toda a audiência esperando – mas sem certeza alguma – que esse seja o último ano da trilogia.

Leia abaixo a sinopse dos principais capítulos esperados para a história dos mercados no Brasil e no mundo no ano que começa.

Eleições Brasil 2022

As eleições presidenciais devem trazer volatilidade aos mercados. Entre a apresentação de agendas, pesquisas e debates, serão desenhados cenários para o próximo governo no Brasil.

Nos primeiros meses do ano, a apresentação de agendas, especialmente do candidato que lidera as pesquisas, o petista Lula, deverá mexer com os ativos.

Desde suas declarações de intenções sobre estatais, passando por agenda fiscal e clima com o empresariado, até a definição de um comandante para a Economia, os movimentos de Lula devem ser sinônimo de volatilidade, sobretudo se ele mantiver os números que as pesquisas atuais mostram.

Também a escolha do candidato a vice, que poderia ser o hoje cotado ex-governador paulista Geraldo Alckmin, pode sinalizar ao mercado o quanto Lula estará alinhado com políticas mais liberais ou estatizantes.

Por outro lado, a vida do petista não deve ser fácil em 2022. A julgar pelo cenário atual, praticamente assegurado no segundo turno, Lula será o alvo dos demais candidatos. Escândalos de corrupção em governos do PT serão sublinhados para a população, e eventual melhora da economia pode tirar pontos do discurso oposicionista.

O ex-presidente tem 34% de rejeição, segundo a pesquisa Datafolha divulgada em 17 de dezembro, empatando no quesito com o governador tucano João Doria. A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro atingiu 60% nesse levantamento.

Bolsonaro e ‘terceira via’

O ano de 2022 começa desafiador para Jair Bolsonaro, que enfrenta baixa aprovação nas pesquisas. Ainda favorito para enfrentar Lula no segundo turno, o atual presidente precisa melhorar sua popularidade e, para isso, poderá elevar gastos públicos, o que preocupa os investidores, uma vez que riscos fiscais já derrubaram os ativos locais em 2021, levando o Ibovespa a operar na contramão das bolsas americanas, por exemplo.

À medida que as pesquisas eleitorais, eventualmente, sejam negativas para Bolsonaro, crescerá o temor de implementação de agendas distantes do liberalismo, impactando as contas públicas e ressuscitando riscos de intervenção nas estatais – seja em política de preços da Petrobras ou na concessão de créditos subsidiados pelos bancos públicos, por exemplo.

O surgimento de uma “terceira via viável” ainda é uma incógnita. Os atuais pré-candidatos vão conseguir formar alianças e unir chapas? Será possível uma chapa Moro e Doria, por exemplo? São questões que podem ficar claras na primeira metade de 2022. Inflação e desemprego, corrupção e coronavírus serão pontos centrais do debate eleitoral em 2022.

Inflação: ‘Ressaca’ e chance de juro real?

Dezembro marcou a aposentadoria do termo “inflação transitória”. Ela é o principal desafio para economias desenvolvidas que, antes da pandemia, vinham de décadas de deflação causada pela aceleração tecnológica e por fatores demográficos.

A questão central para os investidores em 2022 será entender quando e como as maiores economias do mundo poderão atingir um cenário de taxas de juros reais positivas, isto é, taxas nominais acima da inflação. Políticas mais conservadoras dos bancos centrais podem levar os mercados a uma “ressaca” com liquidez reduzida.

“Um ponto central da análise macroeconômica em 2022 passará pelo endurecimento dos bancos centrais nas economias desenvolvidas”, disse Fernanda Pereira, contribuidora macro do TC. Mas, mesmo que suba os juros três vezes e encerre os estímulos em 2022, o Federal Reserve, banco central americano, ainda estará longe de aplicar uma política monetária “apertada”, avalia o banco Morgan Stanley, concluindo que taxas reais positivas parecem distantes.

Os analistas do banco sugerem que o investidor considere operações de “reflação”, buscando ativos de qualidade em detrimento de crescimento. Seria o contrário das apostas de 2021.

O índice S&P500, descontado das grandes empresas de tecnologia, negocia com múltiplos de 19,4 vezes no critério preços sobre lucros, enquanto as empresas de tecnologia estão negociadas a 28 vezes.

O Morgan Stanley espera que essa diferença diminua, o que implicaria queda para as big techs. A mediana de previsões para o S&P500 em 2022 aponta alta de 2,44% ante 2021, para 4.910 pontos.

Sem juros reais positivos em produtos de renda fixa, e apesar da liquidez reduzida e da intensa rotação setorial esperada, todos os caminhos devem continuar levando à bolsa e a outros ativos que apresentem melhor potencial que a renda fixa em 2022 – pelo menos nos Estados Unidos.

Petróleo – Opep, Inflação e coronavírus

Em 2021, a inflação de combustíveis corroeu a popularidade de governos, reduziu o poder de compra e atrapalhou a recuperação saudável das economias.

A commodity tem dinâmicas de fundamentos que apontam baixa no longo prazo, dada a tendência de descarbonização na economia global.

Em 2021, isso se chocou com a fortíssima recuperação da demanda, já que pouco se investiu nos últimos anos em extração e produção. Com oferta tropeçando e demanda vigorosa, os preços responderam com alta de mais de 50% no ano.

Com a maior inflação em quase 40 anos, os Estados Unidos reagiram à alta do petróleo pressionando a Opep+, grupo de países que controla boa parte da produção global, mas as lideranças da organização não cederam. No fim de novembro, o surgimento da variante ômicron do coronavírus derrubou os futuros da commodity de US$85 por barril para perto de US$65. A commodity encerrará o ano perto de US$78.

Em 2022, a cotação do petróleo não somente refletirá a recuperação da atividade, mas variáveis macroeconômicas e geopolíticas.

“Não podemos deixar de mencionar o renascimento da Rússia como grande fornecedor de gás natural para China e Europa”, aponta Fernanda Pereira, contribuidora do TC e estrategista macro.

“A crise causada pela onda verde e a demanda em alta deram a Vladimir Putin maior poder sobre a Europa, e ele pode usar o gás até para defender seus interesses na Ucrânia”, acrescenta.

Eleições parlamentares nos EUA: ameaça à ‘onda azul’

Homem mais poderoso do mundo, o presidente americano Joe Biden também não deve enfrentar um 2022 fácil. A controvertida retirada de tropas do Afeganistão e a inflação corroeram a popularidade do presidente inclusive entre parlamentares.

Em 2021, Biden aproveitou a chamada “onda azul” – maioria democrata na Câmara e no Senado – para aprovar parte de suas agendas de mais gasto público para impulsionar programas sociais e a economia. Mas, com a popularidade baixa e o fantasma ativo de Donald Trump, Biden pode perder a atual vantagem democrata, frágil, nas eleições parlamentares de novembro de 2022. Ou até antes disso.

Republicanos culpam a dívida pública americana em recordes históricos e os gastos “democratas” elevados pela inflação. Em setembro e dezembro de 2021, o Congresso aprovou elevações do teto de dívida nos EUA em votações apertadas, garantidas unicamente pela onda azul.

Nas últimas semanas, a própria maioria democrata começou a parecer mais frágil, especialmente com declarações de parlamentares do partido contrários à agenda do presidente.

 China: Buscando a retomada

A segunda maior potência econômica global seguirá impactando os mercados. Após um ano tumultuado, com medidas restritivas do Partido Comunista atingindo vários setores da iniciativa privada, com destaque para as construtoras e o caso Evergrande, a sinalização é que o Estado voltará a estimular a economia para retomar o crescimento do Produto Interno Bruto em níveis das últimas décadas.

Para tanto, a China enfrentará obstáculos importantes, especialmente os compromissos de seu líder, Xi Jinping, relacionados à descarbonização da nação que mais polui o planeta. A agenda verde conflita com uma economia industrial, plugada em energia térmica das usinas de queima de carvão.

Para alguns, as atuais restrições chinesas às siderúrgicas, que podem ser removidas em nome de mais crescimento, estão mais ligadas à imagem internacional que a China quer passar nas Olimpíadas de Inverno, em fevereiro, do que a um real compromisso com a agenda verde. Nesse caso, a China voltaria “com tudo no segundo trimestre”, o que pode beneficiar as commodities brasileiras.

Coronavírus: ômicron, ‘fim da pandemia’?

Será 2022 o ano que marcará o fim da maior pandemia da história moderna?

A pergunta divide especialistas, mas há certo consenso de que muitos países estão mais bem preparados para minimizar danos e mortes causadas por novas variantes.

Vacinas e novas drogas recentemente aprovadas nos Estados Unidos dão esperança de que o próximo ano poderá, ao menos, ter menos manchetes ligadas ao coronavírus do que 2020 e 2021.

Porém, a ômicron, mais recente e mais transmissível variante do coronavírus, surgiu no momento em que os bancos centrais se encontram “sem cartuchos”, já que todo aumento de estímulos monetários resultará em mais inflação.

Para os mais otimistas, a ômicron representa um percalço de curto prazo, porque a baixa taxa de letalidade pode fazer dela “um caminho para que o coronavírus se torne algo mais próximo de uma gripe comum”, sugere o JPMorgan.

A possibilidade do surgimento de novas variantes, menos sensíveis às vacinas, seguirá no radar dos mercados e das autoridades de saúde pública pelo mundo. Pode até ser que 2022 veja o coronavírus se tornar menos disruptivo. Mas a pandemia ainda será uma incerteza a manejar por administradores de risco.

Criptos: ‘Prova de fogo’ com liquidez reduzida

Os números provam que a melhor classe de ativos em que alguém poderia apostar em 2021 foram as criptomoedas: o índice Sharpe do Bitcoin mostra que o investimento não só tem o melhor retorno como o melhor retorno ajustado ao risco.

Em um mundo inundado de dólares, resultado das injeções de liquidez anti-pandemia dos bancos centrais, o avanço tecnológico que os criptoativos representam resultou em valorizações astronômicas de diversos tokens.

O novo ano poderá, segundo especialistas, marcar a grande “prova de fogo” para a jovem classe de produtos de investimento. À medida que bancos centrais corram para fechar as torneiras de liquidez e combater a inflação, poderá haver nos ativos uma varredura importante, que aniquile tecnologias mais fracas e “memecoins” e impulsione os tokens vencedores para o sucesso de longo prazo.

Para Paulo Boghosian, contribuidor do TC Cripto, o Bitcoin em 2021 passou a se comportar como um ativo de altíssima liquidez e presença institucional robusta. “2022 deve marcar a continuidade dessa consolidação”, disse.

“As criptos já têm parte do endurecimento do Fed embutido nos preços. Caso a inflação siga muito elevada, novas perspectivas de endurecimento podem balançar esse mercado”, aponta Boghosian.

Entre as diferentes criptos, ele vê consolidação importante de moedas da chamada “primeira camada”, como Ethereum, Solana, Luna e Avalanche. Além disso, o aumento exponencial do capital alocado nas blockchains e do processamento de dados pode beneficiar projetos de infraestrutura no universo cripto – como tokens de armazenamento e de interoperabilidade entre diferentes blockchains.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Lucia Boldrini
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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