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Inflação pode piorar sem privatização da Eletrobras, avalia analista da Perfin

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Inflação pode piorar sem privatização da Eletrobras, avalia analista da Perfin

"Se a privatização não acontecer, teremos um problema muito grande com a inflação”, diz analista da Perfin Asset Management, Marcelo Sandri

Inflação pode piorar sem privatização da Eletrobras, avalia analista da Perfin
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Atualizado há 6 meses

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Rio de Janeiro, 10 de novembro – Em meio às expectativas do mercado pela privatização da Eletrobras, o analista da Perfin Asset Management, Marcelo Sandri, enxerga um contexto muito desfavorável para a inflação em 2022, caso a companhia não caminhe para essa operação, já que o componente energia elétrica tem sido fator importante na alta dos índices.

“A aprovação política já foi feita, mas falta a análise técnica do Tribunal de Contas da União e se isso atrasar, a oferta acaba caindo no tempo da eleição. Caso um governo diferente vença, o desejo de vender a companhia pode ser um problema. Se a privatização não acontecer, teremos um problema muito grande com a inflação”, avaliou, em entrevista à TC Rádio.

O mercado aguarda, com expectativa, a privatização que deve ocorrer em meados de abril ou maio, segundo fontes ouvidas pelo Scoop by Mover.

Aceleração da inflação

Considerado pelo Banco Central a inflação brasileira, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, aumentou 1,25% em outubro, superando o consenso de 1,05%. Essa foi a maior alta para o mês desde 2002. No ano, o indicador acumulou avanço de 8,24% e, nos últimos 12 meses, de 10,67%.

O cenário inflacionário segue sendo ajustado para cima, tanto para este ano quanto para 2022, no boletim Focus. Os economistas projetaram na última segunda-feira, 8, o IPCA em 9,33% para dezembro, ante 9,17% na semana passada, sendo esse o 31º aumento seguido.

Para o ano que vem, a estimativa sofreu a 16ª mudança, passando de 4,55% para 4,63%, ainda dentro do teto da meta do Banco Central, em 5,00%.

Expectativas sobre companhias e leilão do 5G

No programa Espresso da Manhã, o analista comentou os reflexos da escassez hídrica na bolsa brasileira e citou oportunidades para o setor. Ele acredita que a crise beneficiou o setor de óleo e gás, devido ao acionamento de usinas termelétricas para resolver a falta de água, e disse que a Vibra é uma companhia que pode apresentar excelentes resultados. Por outro lado, as distribuidoras podem ser prejudicadas em meio à escalada de preços.

Sandri também fez um balanço da conclusão do leilão do 5G, que ocorreu na sexta-feira passada. O analista apontou para um cenário mais pessimista sobre o setor de telecomunicações que, segundo ele, historicamente, não traz um retorno de capital investido. “Não acho que o 5G vai mudar esse parâmetro”, afirmou.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Eduardo Puccioni e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / Mover

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