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Interesse de executivos globais no Brasil caiu, mostra pesquisa da PwC

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Interesse de executivos globais no Brasil caiu, mostra pesquisa da PwC

O estudo também mostrou que a principal preocupação dos executivos são os ciberataques, enquanto no Brasil é o cenário macroeconômico

Interesse de executivos globais no Brasil caiu, mostra pesquisa da PwC
fernanda-almeida

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 17 de janeiro – O interesse de executivos de empresas ao redor do mundo em fazer negócios com o Brasil caiu no último ano, mostrou a 25ª edição da pesquisa CEO Survey, da consultoria e auditoria PwC.

Segundo o estudo, que ouviu mais de quatro mil diretores-presidentes de 89 países de outubro a novembro de 2021, o Brasil é apenas o décimo mais citado como um importante mercado estratégico.

Entre 2011 e 2013, o país esteve em terceiro lugar no ranking, e, em 2021, aparecia como oitavo colocado. Neste ano, à frente do Brasil como os mais atrativos para os executivos globais estão Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido, Índia, Japão, França, Austrália e Canadá.

A pesquisa também estudou o otimismo dos diretores-presidentes em relação à economia global e concluiu que ele se manteve estável e alto. Do total de entrevistados, 77% disseram esperar que a economia global melhore no próximo ano – o valor mais elevado desde 2012, quando essa pergunta começou a ser feita.

Mais da metade deles, especialmente os diretores-presidentes de fundos de investimentos e empresas de tecnologia, também reportaram altos níveis de confiança em relação a suas próprias receitas nos próximos 12 meses.

Entre os menos otimistas, estão os que trabalham nos setores automotivo, hoteleiro e de lazer, que ainda são afetados pela crise dos semicondutores e efeitos da pandemia no turismo, respectivamente.

No entanto, o Brasil é uma das exceções. Por aqui, o otimismo de 85% dos diretores-presidentes para o ano de 2021 caiu para 77% em relação a 2022. Segundo o relatório, isso reflete a assimetria entre os países na recuperação da pandemia.

Cenário macroeconômico

O Brasil também foge da regra quando se trata das maiores preocupações dos executivos.

Para a maioria dos diretores-presidentes, as principais ameaças para as metas financeiras de suas empresas dizem respeito ao impacto negativo causado por ciberataques, citado por 49% deles, pela situação sanitária, 48%, e por choques macroeconômicos, 43%.

Ao mesmo tempo, eles estão menos preocupados com desafios como mudanças climáticas e desigualdade social, que aparecem como ameaças imediatas menores às suas receitas.

No Brasil, a principal menção é a instabilidade macroeconômica, seguida em conjunto por riscos cibernéticos e preocupações com a desigualdade social.

Em ano de eleição, a inflação de dois dígitos e as incertezas sobre a política fiscal do país continuam a preocupar executivos e o mercado de um modo geral.

Texto: Fernanda de Almeida
Edição: Stéfanie Rigamonti e Allan Ravagnani
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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