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Investida do STF contra críticos deve acirrar tensão entre poderes

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Investida do STF contra críticos deve acirrar tensão entre poderes

Investida do STF contra críticos deve acirrar tensão entre poderes
tcuser

Atualizado há cerca de 3 anos

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A situação envolvendo o Supremo Tribunal Federal, que parece estar saindo de controle e que promete capítulos amargos para as instituições brasileiras lá na frente, reflete as crescentes quedas de braços entre os poderes e a opinião pública – de certa forma impulsionados pelos fatos investigados no âmbito da Lava Jato e pela popularidade desta.

 

Alguns ministros do STF acham que as críticas estão sendo financiadas por uma rede avessa às decisões do colegiado – muitas estas polêmicas e de difícil compreensão para o cidadão comum. Ontem, vários senadores se juntaram para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre abusos de poder no Judiciário. “As decisões abusivas e ilegais reforçam a necessidade de uma CPI. O Senado cada vez mais percebe essa urgência”, disse o senador Alessandro Vieira, autor de dois requerimentos para instalação da CPI da Lava Toga.

 

O primeiro foi arquivado por decisão do presidente do Senado, David Alcolumbre. Já o segundo foi rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça da casa, mas ainda aguarda decisão final do plenário. Desde o início da discussão, os ministros do STF vêm se movimentando para ajudar a enterrar a CPI.

 

Embora há dois meses, na abertura do ano legislativo, o presidente do STF, ministro José Antônio Dias Toffoli, tivesse prometido priorizar o equilíbrio entre os poderes, ele e seus colegas na Corte resolveram partir para o ataque: desde a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder, o tom das críticas contra o STF aumentou. O uso da lei de 1983, na prática, dá poderes ao STF para investigar qualquer ataque ao tribunal.

 

Mesmo assim, tem quem defenda o tribunal – vítima e juiz no caso: “Generais, procuradores, advogados não podem ameaçar o Supremo”, disse o governador do Maranhão e professor de Direito, Flávio Dino, do PCdoB e liderança da esquerda.

 

STF pede para silenciar post crítico com quatro curtidas, nenhum compartilhamento, diz jornal

Um dos posts apontados pelo Supremo Tribunal Federal para pedir o bloqueio das redes sociais de vários cidadãos críticos aos integrantes da Corte teve apenas quatro curtidas, quatro compartilhamentos e nenhum comentário. A publicação, que pede o fechamento da Corte, foi compartilhada pelo policial civil Omar Rocha Fagundes , um dos alvos inquérito. As informações são do jornal O Globo.

 

Outro tweet sobre o assunto, desta vez muito comentado e compartilhado pelo Twitter, foi publicado pelo empresário Flávio Augusto da Silva, um dos influenciadores sociais mais destacados do Brasil: “Para sustentar a censura, o STF afirma que os investigados cometeram crimes previstos na Lei de Segurança Nacional (LSN), editada em 1983. Ou seja, para praticar a censura, o STF usou uma lei criada durante a ditadura. Ahhh, agora entendi…”, disse o fundador da rede de ensino de inglês Wise Up.

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