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Investidor estrangeiro espera Previdência para entrar no país, diz XP

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Investidor estrangeiro espera Previdência para entrar no país, diz XP

Investidor estrangeiro espera Previdência para entrar no país, diz XP
tcuser

Atualizado há cerca de 3 anos

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O investidor estrangeiro vai aguardar a reforma da Previdência ser, de fato, aprovada antes de desembarcar para ficar na bolsa brasileira, disse a equipe da XP Investimentos, em uma constatação que endossa a tese de que é o investidor local que vem nutrindo a lua-de-mel da renda variável com o início de governo Jair Bolsonaro.

 

O ceticismo do investidor institucional dos Estados Unidos, notado pelos analistas da XP durante encontros na semana passada, deriva do fracasso na execução dessa agenda durante a gestão Michel Temer. No entanto, a maioria deles crê ser possível a aprovação da reforma até o terceiro trimestre. Até lá, “ainda não parecem dispostos a tomar o risco”, embora realizem investimentos pontuais, monitorando de perto o cenário brasileiro.

 

O debate sobre a postura de espera do investidor estrangeiro mobilizou gestores brasileiros, com parte deles notando o senso de oportunidade dos gringos em aproveitar a alta recente para realizar parte do lucro no País, enquanto outros veem presença firme deste tipo de investidor via fundos. Sob essas duas perspectivas, vale a pena não assumir como premissa única de apetite do estrangeiro na bolsa, os dados de fluxo divulgados pela B3, segundo os quais, no ano, até o dia 13 de fevereiro, o investidor de fora tinha saldo líquido positivo de R$1,36 bilhão, enquanto o institucional local aparecia com R$1,38 bilhão. O investidor pessoa física, por sua vez, acumulava saldo de compras menos vendas de R$1,3 bilhão.

 

Ainda de acordo com a XP, investidores americanos falaram que a bolsa no Brasil não parece tão atraente, considerando um viés de curto prazo. “Alguns investidores mencionaram a necessidade de buscar ações de pequenas e médias empresas, com menor liquidez, para encontrar múltiplos mais atraentes, o que diminui ainda mais a atratividade para a maior parte dos estrangeiros”, observa o time da corretora.

 

A instituição financeira percebeu que, apesar do ceticismo, o clima geral é otimista, com o estrangeiro destacando o Brasil como um dos poucos emergentes com aceleração do PIB em 2019. Essa perspectiva coincide com o viés da própria XP, que antecipou a volatilidade em fevereiro por conta da rotina política, ao mesmo tempo que julga a bolsa como a melhor classe de ativos no Brasil sob uma abordagem de médio e longo prazo.

 

“Vemos o Ibovespa se mantendo próximo ao nível atual pelos próximos um ou dois meses, precisando de maior visibilidade em relação à aprovação da Reforma da Previdência para ganhar sustentação”, dizem os analistas da XP. No cenário-base da corretora, o Ibovespa termina 2019 em 125.000 pontos, com a reforma da Previdência aprovada no terceiro trimestre.

 

(Imagem: Pixabay)

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