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Investimentos de pessoas físicas atingem R$4,5 trilhões em 2021, diz Anbima

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Investimentos de pessoas físicas atingem R$4,5 trilhões em 2021, diz Anbima

O varejo de alta renda foi o destaque no volume de investimentos no ano passado, movimentando R$1,254 trilhão, de acordo com o levantamento

Investimentos de pessoas físicas atingem R$4,5 trilhões em 2021, diz Anbima
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 2 de fevereiro – Os investimentos de pessoas físicas no mercado financeiro subiram 7,2% em 2021 e somaram R$4,5 trilhões, puxados pelo varejo de alta renda. Os dados são de um levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, Anbima.

O varejo de alta renda movimentou R$1,254 trilhão, uma expansão de 11,1%, enquanto o volume no varejo tradicional, onde estão os pequenos investidores, cresceu 5,4%, para R$1,526 trilhão. Os investimentos do private subiram 6,0% no ano passado e atingiram R$1,722 trilhão.

O número de contas, porém, caiu 3,8%. O varejo tradicional teve saída de 6,126 milhões de contas, recuo de 5,0%, impulsionando o resultado negativo geral. O private registrou queda de 5 mil contas, ou 4,2%, mas o varejo de alta renda teve acréscimo de 943 mil contas, subindo 7,2%.

O levantamento também apontou que títulos e valores mobiliários foram protagonistas dos investimentos no varejo e private, com alta de 16% e R$1,891 trilhão negociados.

Em seguida, aparecem os fundos de investimento, que avançaram 3,3%, com R$1,472 trilhão. A poupança ficou estável, com R$990,9 bilhões. A previdência complementar, considerando apenas os números do segmento private banking, recuou 3,6% e somou R$146,8 bilhões.
A Anbima mostrou que a renda fixa, que perdeu atratividade nos últimos anos com os cortes nas taxas de juros, correspondeu a 59% do volume financeiro das operações em 2021. Em 2017, o volume aplicado em renda fixa era de 71,4%.

Os Certificados de Depósitos Bancários, CDBs, tiveram o maior crescimento em volume financeiro entre os investimentos de renda fixa em 2021, passando de R$492,2 bilhões para R$569,9 bilhões, seguidos pelas Letras de Crédito do Agronegócio, LCA.

A renda variável foi destaque entre os clientes private, que aumentaram suas aplicações em ações via fundos em 11,9% e em 5,6% nas aplicações diretas. Já o varejo buscou os produtos híbridos, como os certificados de operações estruturadas, conhecidos pela sigla COE.

Texto: Letícia Matsuura
Edição:  Gabriela Guedes
Imagem: Mover

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