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IPCA: Inflação sobe 0,95%, abaixo do consenso de mercado

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IPCA: Inflação sobe 0,95%, abaixo do consenso de mercado

O IPCA, inflação oficial, desacelerou em novembro frente a outubro, e ficou abaixo do consenso, que projetava elevação de 1,08%

IPCA: Inflação sobe 0,95%, abaixo do consenso de mercado
stefanie-rigamonti

Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 10 de dezembro – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, considerado a inflação oficial do Brasil, desacelerou em novembro em relação a outubro, e ficou abaixo do consenso de mercado, de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O IPCA avançou 0,95% em novembro, maior alta para o mês desde 2015. O mercado, porém, projetava elevação de 1,08%. No ano, a inflação acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, de 10,74%, acima da taxa observada nos 12 meses anteriores, de 10,67%.

Após a divulgação do dado, a curva de juros abriu em forte queda, com os contratos mais curtos recuando mais de 23 pontos-base, enquanto os mais longos recuam até 8 pontos-base, refletindo expectativa do mercado de que o Banco Central possa reduzir o ritmo do aperto monetário no início do ano que vem.

Transporte e habitação

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, sete tiveram alta em novembro, com destaque para o setor de Transportes, que variou 3,35%, impactado mais uma vez pela alta nos preços dos combustíveis, principalmente a gasolina, com 7,38%. Em 12 meses, o combustível acumula alta de 50,78%.

Etanol, óleo diesel e gás veicular também apresentaram fortes elevações no IPCA, em 10,53%, 7,48% e 4,30%, respectivamente. Com isso, o grupo de Transportes foi o único dos nove pesquisados pelo IBGE a apresentar aceleração na base mensal, passando de 2,62% para 3,35%.

Ainda nesse mesmo grupo, os preços de carros novos e usados também pesaram. A indústria automotiva sofre com a crise de oferta, devido à falta de componentes para a fabricação de automóveis.

O setor de Habitação é o segundo que mais fez volume no IPCA, com 1,03%, sobretudo por causa da energia elétrica, com a bandeira de Escassez Hídrica ainda em vigor, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Lado oposto

Alimentação teve a maior desaceleração no IPCA, passando de 1,17% em outubro para deflação de 0,04%. Saúde e Cuidados Pessoais também apresentou variação negativa, em 0,57%.

Segundo o gerente de pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, as promoções da Black Friday ajudam a explicar a deflação desses dois grupos. Nos alimentos, por exemplo, houve quedas expressivas do leite longa vida, de 4,83%, do arroz, de 3,58%, e das carnes, de 1,38%. Na saúde, perfumes caíram 10,66% em novembro, e itens de higiene pessoal recuaram 3%.

Os dados do TC Matrix mostram que o índice de difusão caiu de 66,84% em outubro para 63,13% em novembro, o que demonstra que menos itens estão apresentando aumento de preços. Na média dos núcleos, ainda segundo o TC Matrix, houve redução expressiva, de 0,91% em outubro para 0,45% em novembro, bem próximo da média necessária para que os núcleos comecem a convergir para a meta de inflação no horizonte relevante.

Texto: Stéfanie Rigamonti e Guilherme Dogo
Edição: Cintia Thomaz e Lucia Boldrini
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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