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Itaú derruba bolsa, que segue acima dos 98 mil pontos

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Itaú derruba bolsa, que segue acima dos 98 mil pontos

Ações do banco caem 4,2% e pressionam bolsa após resultados, mas índice sustenta patamar dos 98 mil pontos, com expectativa por reformas

Itaú derruba bolsa, que segue acima dos 98 mil pontos
tcuser

Atualizado há mais de 3 anos

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A bolsa repetiu o script dos últimos dias. O ímpeto comprador do investidor ganhou força na reta final dos negócios e puxou o Ibovespa. Mas a queda das ações de Itaú e Vale, detentoras de grande peso na composição do índice, evitou novo recorde da bolsa. No fim do dia, o Ibovespa fechou em baixa de 0,28% a 98.311 pontos, com volume financeiro superior a R$13 bilhões. Do discurso para o papel até a aprovação pelo Congresso, a reforma da Previdência exercerá influência relevante nos preços dos ativos brasileiros ao longo de 2019. O pregão desta terça-feira é um bom exemplo.

 

Depois das declarações do vice-presidente Hamilton Mourão e do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante a manhã, que evidenciaram ruídos dentro do governo entre uma versão mais light e uma mais hard da reforma, o mercado viu razões para dar uma pausa no rali. Mas, ao longo da tarde, palavras do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, restabeleceram o apetite por risco. Maia se mostrou otimista com o pleito, dizendo que o governo pode ter 350 deputados na base e que a votação na Casa pode ocorrer até maio. Já Guedes falou que o governo deve economizar R$1 trilhão em dez anos com a mudança nas regras de aposentadorias.

 

A reforma da Previdência é crucial para aliviar o déficit público do País em prol de uma trajetória mais equilibrada das contas públicas. Com esse alicerce, analistas projetam um longo ciclo de valorização da bolsa, a exemplo daquele visto de 2003 a 2008. Mas será necessário combinar com a Câmara e o Senado Federal que, mesmo renovados e com aliados em suas presidências, também congregam interesses contrários à reforma, prenunciando uma negociação que promete volatilidade nos mercados.

 

“Existe um trade-off entre o rigor da proposta e a velocidade de aprovação”, ponderam os analistas do UBS. Um operador de câmbio ressalvou ao TC News que a proposta dos sonhos do mercado pode dificultar o processo de aprovação nas Casas. Mesmo assim, o investidor estrangeiro começou fevereiro com o pé direito na B3, com ingresso líquido de R$589 milhões no primeiro dia do mês, elevando o saldo no ano para R$2,1 bilhões.

 

O Itaú Unibanco liderou as perdas do principal índice de ações da B3, movimentando R$2,721 bilhões, segundo maior volume financeiro da história do banco. Depois de atingir máxima recorde na última sessão, o papel caiu 4,26% após o banco apresentar seus resultados do quarto trimestre de 2018. O lucro líquido recorrente foi de R$6,48 bilhões no período, levemente acima do ganho registrado no trimestre imediatamente anterior e abaixo do consenso de R$6,65 bilhões.

 

Lá fora, a história é outra. Os resultados acima das expectativas têm impulsionado os índices em Nova Iorque em contraponto à cautela do cenário macroeconômico. Investidores aguardam o pronunciamento de Donald Trump, no tradicional discurso do Estado da União, previsto para meia-noite, no qual o presidente dos Estados Unidos pode dar sinalizações sobre o acordo provisório para o aumento do teto da dívida do governo e citar a disputa comercial com a China. A agenda de quarta-feira também destaca os EUA, com dados prévios do crescimento do PIB americano.

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