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Atualizado há 23 dias

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Brasília/São Paulo, 4 de novembro – As operadoras de telefonia Claro, Vivo e TIM garantiram nesta quinta-feira licença nacional na tecnologia móvel de quinta geração na faixa de frequência de 3,5 GHz, colocada em disputa por meio de leilão do 5G realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações, em Brasília. A faixa de 3,5 GHz é considerada pela Anatel a principal para a plena implantação da rede 5G no Brasil.

Cada uma das três companhias ficou com um bloco nacional de 80 MHz. A oferta da Claro foi de R$338 milhões, e equivale a um ágio de 5%, sendo que a maior parte dos recursos será usada em investimentos. Já a Vivo ofereceu R$420 milhões no leilão de 5G, equivalente a ágio de 30,7%. Por fim, a a TIM Brasil ofereceu R$351 milhões, que equivale a ágio de 9,2%.

A maior parte dos recursos será usada em investimentos. Além de implementar o serviço móvel em 5G, as empresas terão de cumprir investimentos exigidos pelo próprio edital, como a implementação do Programa Amazônia Integrada e Sustentável e do projeto da rede privativa do governo federal.

O último lote da categoria B disponibilizado pela Anatel não recebeu oferta de nenhum participante do certame.

Nova empresa

A Winity II Telecom, do grupo Pátria, venceu a disputa pelo bloco nacional na faixa de 700 MHz por R$ 1,427 bilhão. O valor representa um ágio de 805,8% em relação ao preço mínimo e a maior parte do valor será destinada a investimentos. Com isso, o Brasil passa a ter uma nova empresa operando nacionalmente serviços móveis de telecomunicações.

Apesar de estar sendo licitada no leilão de 5G, essa faixa de 700 MHz opera, hoje, em 4G. O vencedor do leilão poderá operar um bloco de 10 + 10 MHz e terá como contrapartida a obrigação de instalação de 4G em rodovias federais e em 625 localidades.

Expectativas com o 5G

Uma das grandes expectativas sobre a nova tecnologia gira em torno dos impactos econômicos gerados por ela. Espera-se que o 5G potencialize serviços como telemedicina, ensino à distância e Internet das Coisas.

No entanto, segundo especialistas, as dificuldades de viabilização devem fazer com que todos os benefícios demorem a ser sentidos pelas pessoas. Eles apontam a relevância do 5G para setores como educação, indústria, e-commerce e agronegócio – que são dependentes de tecnologia.

Em seu relatório 5G Business Potential, a Ericsson estima que, em 2030, o maior nível de digitalização da economia no Brasil tem potencial para gerar mais de R$ 390 bilhões em receitas para as empresas. Desse total, mais de R$ 150 bilhões teriam a contribuição decisiva do 5G.

Um dos obstáculos, contudo, está no tamanho e na diversidade social e tecnológica do Brasil. Muitos municípios sequer contam com a tecnologia 4G neste momento.

“A partir da análise do que aconteceu em outros países, uma vez que o leilão ocorra, existe o prazo para todos os investimentos serem iniciados, que só depois se materializam em estruturas físicas. Aqui esse processo gradual levará cerca de seis anos para acontecer de forma mais robusta”, explica Jacomassi, da TCP Partners.

Texto: Leonardo Goy e Ivan Ryngelblum
Colaboração: Maria Luiza Dourado e Iolanda Nascimento
Edição: Guilherme Dogo e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinicius Martins / Mover

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