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Maior preocupação das empresas, ciberataques crescem 78% na América Latina

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Maior preocupação das empresas, ciberataques crescem 78% na América Latina

Os ciberataques foram citados por 49% dos diretores-presidentes como a maior ameaça às metas financeiras de suas empresas, segundo pesquisa

Maior preocupação das empresas, ciberataques crescem 78% na América Latina
fernanda-almeida

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 20 de janeiro – O número de ciberataques contra empresas deu um salto de 78% em quase toda a América Latina, segundo o relatório Panorama de Ameaças 2021, divulgado pela empresa de segurança virtual Kaspersky.

Nesse cenário, diretores-presidentes veem as investidas como as principais ameaças para as metas financeiras de suas empresas.

“Esse tipo de ataque explora vulnerabilidades nas tecnologias de acesso remoto ou tenta adivinhar as senhas de acesso da máquina ou servidor conectado na internet. O objetivo é entrar na rede das empresas para roubar dados e extorqui-las”, afirma o diretor da equipe de pesquisa e análise da Kaspersky na América Latina, Dmitry Bestuzhev.

O Brasil é o maior alvo na região, com mais de 5 milhões de tentativas de ataques em 2021, seguido pela Colômbia, com 1,8 milhão, e pelo México, com 1,7 milhão.

Levando em conta não apenas os ciberataques contra empresas, mas também contra pessoas físicas, o relatório registrou aumento de 23% no último ano. Foram 481 milhões de tentativas de infecção no país, uma média de 1.395 bloqueios por minuto, com base nas 20 maiores ameaças cibernéticas.

Ameaças dos ciberataques às empresas

Segundo a pesquisa CEO Survey, da consultoria e auditoria PwC, estudo que ouviu mais de quatro mil diretores-presidentes de 89 países de outubro a novembro de 2021, a maior preocupação dos executivos é justamente os ciberataques.

Os ataques foram citados por 49% dos executivos como a maior ameaça a suas empresas. Logo depois, vem a situação sanitária, citada por 48% deles, e choques macroeconômicos, por 43%.

O Brasil, no entanto, foge da regra. Por aqui, diante de uma inflação de dois dígitos e incertezas sobre a política fiscal, as principais preocupações dizem respeito ao cenário macroeconômico. Porém, logo em seguida, aparecem os riscos cibernéticos, seguidos de preocupações com a desigualdade social.

De acordo com relatório da Appgate, multinacional especializada em cibersegurança, os métodos de ataque serão cada vez mais sofisticados, com cibercriminosos explorando vulnerabilidades da internet. Em 2022, as criptomoedas e o trabalho híbrido devem ser os grandes alvos desse tipo de ataque na América Latina.

Ainda segundo o estudo, a maior sofisticação dos invasores deve pressionar as empresas a adotar métodos de autenticação mais seguros.

Texto: Fernanda de Almeida
Edição: Allan Ravagnani e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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