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Maior termelétrica a gás do país é desligada, podendo reduzir custo da energia elétrica

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Maior termelétrica a gás do país é desligada, podendo reduzir custo da energia elétrica

A interrupção na produção da termelétrica, aprovada pelo ONS e a Aneel, está em linha com condições mais favoráveis em bacias hidrográficas

Maior termelétrica a gás do país é desligada, podendo reduzir custo da energia elétrica
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Atualizado há 4 meses

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Brasília, 1 de fevereiro –  A maior termelétrica em atividade no país, de Porto de Sergipe, com capacidade de produção de 1,5 GW, foi desligada no sábado, após acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, em linha com a diminuição generalizada no uso de usinas desse tipo em todo o país, o que pode reduzir o custo da energia elétrica aos consumidores.

Segundo o ONS, a interrupção na produção da termelétrica, aprovada também pela Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, faz parte de um conjunto de esforços para a “otimização dos recursos existentes em razão das condições mais favoráveis nas bacias hidrográficas localizadas nas regiões Norte e Nordeste”.

Nenhum porta-voz das Centrais Elétricas de Sergipe, empresa proprietária da usina, foi encontrado para comentar o assunto.

O desligamento da usina vai representar uma economia mensal para o sistema de cerca de R$350 milhões, segundo cálculos de um técnico de governo que pediu ao Scoop para não ser identificado.

A geração de energia de termelétricas vem caindo vertiginosamente no Brasil devido às chuvas dos últimos meses. No fim de setembro, auge da pior estiagem nos últimos 91 anos nos reservatórios, as termelétricas eram responsáveis pela produção média de cerca de 19,7 mil MW, ou 26,7% da demanda.

Nessa segunda-feira, a geração termelétrica somava menos da metade disso, uma média de aproximadamente 8,8 mil MW, ou 12,2% da carga do Sistema Interligado Nacional.

Bandeira tarifária

A redução no preço de geração da energia fez com que alas do governo pressionassem para encerrar a cobrança da chamada “bandeira escassez hídrica” antes do previsto, em abril. A tarifa atualmente custa R$14,20 a cada 100 kilowatts-hora consumidos.

Técnicos do setor elétrico consultados pelo Scoop, entretanto, argumentam que a bandeira ainda é necessária até abril porque está cobrindo gastos com a compra de energia que já ocorreram, no ano passado.

Texto: Leonardo Goy
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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