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Medo de inflação pressiona os mercados globais

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Medo de inflação pressiona os mercados globais

Hoje saíram dados sobre a inflação ao produtor e ao consumidor da China; em ambos, os preços ficaram acima das projeções do mercado

Medo de inflação pressiona os mercados globais
tcuser

Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 11 de abril – O pré-mercado de Nova York e as bolsas europeias abrem a segunda-feira em queda, assim como as commodities, em semana mais curta no Brasil e marcada por dados de inflação na China e nos Estados Unidos, decisão sobre juros do Banco Central Europeu e início da temporada de balanços americana.

Hoje saíram dados sobre inflação ao produtor da China, que ultrapassou as projeções de mercado no mês de março e subiu a 8,3% na base anual, ante consenso de 7,9%, e sobre a inflação ao consumidor, que ficou em 1,5%, acima da expectativa de 1,2%.

Os resultados dificultam a concessão de estímulos para a economia chinesa, enfraquecida pelos surtos de Covid-19, e puxaram quedas de 2,61% em Xangai e 3,6% em Shenzen; Hong Kong tombou 3,03% e Tóquio caiu 0,61%. Além disso, o preço do minério de ferro em Dalian recuo 4,56%.

Ainda no campo das commodities, o barril do petróleo Brent recuava mais de 3% às 08h05, caindo para baixo dos US$100, depois de duas semanas consecutivas de perdas com liberação de estoques de reserva dos EUA e países aliados.

Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries de dez anos ultrapassavam 2,76% ao ano perto das 8h, rondando máximas em dois anos, na expectativa de que a aceleração da inflação nos Estados Unidos obrigará o Federal Reserve, banco central americano, a subir as taxas de juros mais rápido. O índice ao consumidor americano, CPI, virá amanhã, e o índice ao produtor, PPI, na quarta-feira. O consenso para o CPI é de aceleração para 8,5% na base anual, nova máxima em quatro décadas, ante 7,9% em fevereiro. O PPI deve subir a 10,5%.

Nesse cenário, entrou nos debates dos investidores globais a possibilidade de o Fed promover altas de juros de 0,75 ponto percentual ou até 1 ponto percentual nos próximos meses, uma agressividade que eleva medo de recessão nos EUA. Pesquisa da agência Reuters com economistas aponta 40% de chance de recessão em 2023.

Esse aperto monetário à vista se soma à pressão de custos e à guerra ainda sem solução como um pano de fundo desafiador para a temporada de balanços de primeiro trimestre nos EUA. Na quarta-feira virão os resultados do banco JPMorgan, da gestora BlackRock e da Delta Airlines. Na quinta-feira sairão os resultados dos bancos Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo e US Bancorp, além da UnitedHealth.

Na Europa, o Banco Central Europeu, que ainda não elevou taxas de juros, tem decisão na quinta-feira. O BCE está dividido e pressionado pelos saltos da inflação ao consumidor, que subiu de 5,9% em fevereiro para 7,5% em março.

E a ofensiva russa no leste da Ucrânia segue no radar dos investidores. O ministro das Finanças da Rússia disse que seu país agirá legalmente contra o Ocidente se forçado à inadimplência de sua dívida soberana. No fim de semana, a S&P rebaixou o rating do país para “default seletivo”.

Texto: Mover
Edição: Stéfanie Rigamonti
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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