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Mercado espera comunicados duros de BCs do Brasil e EUA por inflação, diz Claritas

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Mercado espera comunicados duros de BCs do Brasil e EUA por inflação, diz Claritas

"Apesar da guerra trazer inflação para o mundo todo, o conflito traz o risco de revisões de crescimento para baixo", aponta Marcela Rocha

Mercado espera comunicados duros de BCs do Brasil e EUA por inflação, diz Claritas
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 16 de março – A inflação, que já pressionava as economias globais e se elevou com a guerra no Leste europeu, deve tornar o tom das autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos mais duros nas justificativas de suas decisões de política monetária hoje, afirmou à Mover a estrategista-chefe da Claritas Investimentos, Marcela Rocha.

Em entrevista hoje à TC Rádio, Rocha disse esperar que o Federal Reserve, banco central americano, anuncie alta de 25 pontos-base na taxa básica de juros dos EUA e pondera altas de maior magnitude do ano.

“Apesar da guerra trazer inflação para o mundo todo, o conflito traz o risco de revisões de crescimento para baixo. O Federal Reserve deve elevar o juro de maneira mais gradual, com 25 pontos-base na reunião de hoje, mas não descarto aumentos mais intensos futuramente.”

Nesta Super Quarta, o mercado aguarda também a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central para a taxa básica de juros brasileira, a Selic, com o consenso prevendo elevação de 100 a 125 pontos-base. A estrategista-chefe da Claritas também não exclui uma comunicação mais dura por parte do comitê.

“Considero uma elevação de 100 pontos-base muito relevante. O BC pode entregar essa redução de ritmo, mas deve trazer um discurso duro a respeito dos próximos passos, sinalizando que pode continuar elevando a Selic o quanto for necessário, demonstrando desconforto com os números da inflação”, afirmou.

Inflação no Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, em fevereiro subiu 1,01% e acumulou 10,54% em 12 meses. A meta da inflação, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, para este ano é de 3,50%, com o teto em 5,00%.

O último boletim Focus, que reúne as perspectivas do mercado para a economia brasileira, elevou a expectativa sobre a inflação de 5,65% para 6,45% em 2022. Nesse contexto, os economistas esperam que a taxa Selic termine o ano em 12,75%, frente a estimativa anterior de 12,25%.

Texto: Cintia Thomaz
Edição: Gabriela Guedes
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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