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Atualizado há mais de 2 anos

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Os mercados globais, em especial os ativos de risco, abrem a semana em alta com os desdobramentos positivos em relação à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e o que parece ser o reinício das conversas para a desnuclearização da Península Coreana. Sobre o primeiro, falta visibilidade sobre os limites e os termos da trégua, mas o investidor julga como positivos os anúncios de que não serão impostas mais sobretaxas às importações de produtos chineses pelos EUA e a retomada das vendas de produtos norte-americanos para a chinesa Huawei. Os mercados já esperavam alguma coisa nesse sentido, mas o rali de hoje mostra que existe espaço para algum ganho de curto prazo. 

 

Sobre o segundo, haverá designação de equipes de negociação e conversas sobre o programa nuclear da Coréia do Norte, que devem começar em meados de julho. Apesar de não haver uma definição comum de como será feita a desnuclearização, a visita do presidente americano Donald Trump ao líder norte-coreano Kim Jong-Um na zona desmilitarizada é muito positiva. Os dois elementos, que aconteceram no mesmo fim de semana, colocam um suporte para a redução de liquidez global que devemos ver nas próximas semanas com o início das férias do Hemisfério Norte. O ouro cai, o petróleo sobe com a decisão dos maiores produtores do mundo de manter as restrições de oferta e o minério de ferro disparou após temores de menor oferta do mineral por parte da Austrália. 

 

O investidor precisa prestar atenção com a divulgação dos termos da trégua comercial temporária entre os EUA e a China: Larry Kudlow, conselheiro econômico de Trump disse que os EUA estão “vencendo” a guerra e insistiu que a China é a mais interessada em criar as condições para uma trégua comercial duradoura – vide os dados de PMI que saíram na noite de ontem, fracos e abaixo do consenso. Então, o que a trégua significa para os mercados? Daqui em frente, uma materialização desse cenário sem grandes incertezas deve reduzir a demanda pelo dólar americano e, provavelmente, fazer o mercado repensar a tese de que o Federal Reserve se verá obrigado a cortar a taxa-alvo de juros no futuro próximo. 

 

No cenário local, a semana começa com o balanço das manifestações de apoio à Operação Lava Jato e ao ministro da Justiça Sérgio Moro em quase 80 cidades de 24 Estados. Sem o sucesso da anterior edição, as manifestações voltaram a mostrar o apelo popular do bolsonarismo para ficar nítido o engajamento, como no caso do general e ministro Augusto Heleno e do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, para pedir o apoio das massas aos projetos prioritários do governo – chama-se Reforma da Previdência ou posse de armas. Falta ver como Congresso e Poder Judiciário reagem a essa nova onda de manifestações, especificamente no caso da reforma, que entre em semana decisiva para sua votação na comissão especial da Câmara e seu envio para o plenário da Câmara. 

 

Hoje, teremos divulgação dos PMI dos EUA e do Brasil – e a tendência esperada é que mostrem mais fraqueza, em linha com os mesmos índices divulgados desde ontem na Ásia e na Europa. Hoje será o início da negociação das ações ON da Neoenergia, que fez uma bem-sucedida oferta inicial de ações na quinta-feira à noite. O dia para Bolsonaro e o ministro de Economia, Paulo Guedes, será de reuniões internas – em clima de preparação para uma semana muito importante para o futuro da pauta legislativa do governo no Congresso Nacional. 

 

Teremos, além da publicação do relatório semanal Focus, do Banco Central, e da balança comercial do mês de junho, a divulgação das carteiras recomendadas para julho pelas maiores corretoras do pais: em geral, estrategistas veem a chance de uma reprecificação ampla das ações brasileiras com a passagem da Reforma neste mês e a sinalização de cortes na Selic nos próximos meses. Quais os setores mais recomendados? Bens de consumo, bancos e incorporadoras – muito sensíveis ao rumo da taxa de juros e à confiança nos negócios.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

As bolsas e os preços das commodities de energia e metálicas avançavam na manhã desta segunda-feira, depois de que os presidentes dos Estados Unidos e da China acertaram uma trégua na guerra comercial e concordaram em retomar as negociações para um acordo – dando um gás extra ao apetite pelos ativos de risco. Os futuros dos principais índices referência dos EUA subiam mais de 1% no pregão europeu, com especial destaque para o contrato para o Nasdaq Composite, após Trump concordar em aliviar as restrições à chinesa Huawei como parte da trégua com seu colega chinês Xi Jinping. As ações de tecnologia lideravam a alta no Stoxx600, enquanto as ações de petrolíferas ensaiavam um rali após a disparada do petróleo na esteira do acordo entre grandes produtores da commodity para estender os cortes na produção. O mercado de Hong Kong se manteve fechado em meio a feriado e novos protestos na cidade, enquanto Xangai e Tóquio lideraram os ganhos na Ásia. 

 

Limitando o rali, indicadores globais mostraram que a manufatura nos maiores países do planeta teve desempenho fraco no final do segundo trimestre, refletindo, em grande parte, os efeitos da guerra comercial EUA-China. Tanto na Ásia quanto na Europa houve um encolhimento da atividade industrial, com as vendas, as exportações e a produção caindo na China. Os dados dos chamados PMIs de manufatura dos EUA serão divulgados mais tarde.

 

 Bolsas: Os futuros do índice S&P500 e Dow Jones Industrials subiam 1,1% e 1,02% e apontavam para uma abertura na máxima histórica; as variações eram as mais fortes para os dois indicadores em mais de dez dias. O índice Stoxx600 tocava sua maior nível em quase dois meses, após subir 0,84% por volta do mesmo horário, graças à alta nas ações de energia e de tecnologia. O ETF iShares MSCI Emerging Markets dispara 1,3%, enquanto o fundo de índice para o Brasil, o iShares MSCI Brazil, ou EWZ, despencava 1,6% – precificando a demora na tramitação da Reforma da Previdência.  

 

Principais notícias corporativas

 

 Klabin: A Klabin liquidou antecipadamente dívida de R$323 milhões com o Refis.

 

 GPA: O GPA, dono da bandeira de supermercados Pão de Açúcar, aprovou a emissão de notas promissórias no valor total de R$800 milhões em seis séries.

 

 BR Malls: A BR Malls aprovou a incorporação das subsidiárias Fashion Mall e Classic Participações.

 

 AB InBev: AB InBev, a controladora da Ambev, compra empresa de vinho em lata (Valor) 

 

 BRF: BRF recebe oferta de US$350 milhões por parte de ativos no Oriente Médio (Valor) 

 

 Gafisa: Gafisa vai definir sua nova capitalização em 90 dias (Valor) 

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 IPC-S semanal (junho) – FGV

08h25 Relatório Focus – Banco Central

10h00 PMI industrial mensal (junho) – Markit

15h00 Balança comercial mensal (junho) – MinEconomia

 

Indicadores internacionais

04h55 Alemanha – PMI industrial mensal (junho)

04h55 Alemanha – Taxa de desemprego mensal (junho)

05h00 UE – PMI Industrial mensal (junho)

05h30 Reino Unido – PMI industrial mensal (junho)

06h00 UE – Taxa de desemprego mensal (maio)

10h45 EUA – PMI industrial mensal (junho) – Markit

11h00 EUA – PMI industrial mensal (junho) – ISM

11h00 EUA – Índice ISM de emprego no setor industrial mensal (junho)

11h00 EUA – Gastos com construção mensal (maio)

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

 

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