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Mercados operam mistos de olho em juros nos EUA

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Mercados operam mistos de olho em juros nos EUA

Ata do banco central americano, que será divulgada hoje, poderá dar pistas sobre o cronograma de elevação dos juros nos EUA

Mercados operam mistos de olho em juros nos EUA
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 5 de janeiro – Futuros de índices e bolsas globais operam mistos nesta manhã, à espera da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve, banco central americano, que poderá trazer mais pistas sobre o cronograma de elevação dos juros nos EUA e de endurecimento monetário que o Fed implementará em 2022.

Nesse cenário, rendimentos dos títulos do Tesouro começaram o ano em forte alta, disparando uma rotação setorial na bolsa americana que ontem puniu empresas de tecnologia, levando o Nasdaq 100 a fechar em forte queda, enquanto o Dow Jones renovava recorde.

Ambiente local deve permanecer desafiador, com baixa liquidez na bolsa e riscos fiscais no radar, especialmente relacionados a aumentos salariais para servidores. Saques de fundos institucionais de ações e multimercados têm derrubado ativos de menor liquidez. Dados de inflação ao produtor e incertezas fiscais e políticas ficam no radar.

A alta pronunciada nos DIs dos primeiros dias pede cautela e chacoalha avaliações de mercado, especialmente em setores sensíveis ao custo de crédito.

Riscos políticos também parecem elevados, e mercado vai digerir texto publicado na Folha de S.Paulo pelo ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva, Guido Mantega, sobre perspectiva econômica social-desenvolvimentista em hipotético governo Lula.

Bolsa brasileira

Últimos dias foram marcados por abertura em alta e devolução dos ganhos ao longo do pregão para o Ibovespa futuro, sinal tradicional de mercado vendedor.

Expectativa é de abertura em alta para o índice, seguindo valorização dos ADRs da Vale e da Petrobras, recibos de ações, no pré-mercado americano. No mercado à vista, toada segue baixista no médio prazo para ativos de menor liquidez, como as small caps.

Câmbio

Dólar perde força globalmente, com índice DXY recuando e valorização de algumas moedas emergentes. Futuros poderão abrir em queda, de olho nos dados de inflação ao produtor e na ata do Fed.

Juros

Os DIs devem seguir a percepção de riscos fiscais, inflação ao produtor e os rendimentos dos Treasuries. Expectativa é de abertura alinhada com o câmbio.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Lucia Boldrini e Stéfanie Rigamonti
Imagem: Mover

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