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Mercados têm reagido bem ao aperto monetário dos EUA, diz Campos Neto

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Mercados têm reagido bem ao aperto monetário dos EUA, diz Campos Neto

Campos Neto explicou que os "'policy makers' entendem que a resposta [para persistência inflacionária em nível global] é juro mais alto"

Mercados têm reagido bem ao aperto monetário dos EUA, diz Campos Neto
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Atualizado há 3 meses

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Brasília, 11 de fevereiro – O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reconheceu nesta sexta-feira que os mercados têm reagido “bastante bem” à reprecificação do aperto monetário a ser promovido nos Estados Unidos e também por outras praças.

“Uma coisa talvez surpreendente foi a gente ter saído de uma precificação de duas altas de juros americanos para uma coisa entre seis, sete. E, algumas pessoas falando que o aumento vai até ser mais ‘front-loaded’, e os mercados estão reagindo relativamente bem”, afirmou em participação em evento promovido pela Esfera Brasil.

O presidente do BC lembrou, no entanto, que a autoridade monetária não emite opiniões sobre as políticas implementadas por outros países. Apesar disso, em sua visão, em decorrência de uma inflação mais persistente, a leitura do mercado é de que o Fed deve levar o juro para o campo restritivo.

Mencionando outros BCs, Campos Neto também reconheceu que os “policy makers” têm observado uma persistência inflacionária em nível global. “‘Policy makers’ entendem que a resposta é juro mais alto”, explicou, citando os recentes apertos promovidos pelo México, Rússia, Colômbia e Chile.

Inflação e juros no Brasil

Na esteira dos comentários, Campos Neto disse que o Brasil “saiu na frente” no ciclo de aperto monetário. Essa trajetória, segundo ele, dependerá, agora, sobre como isso se desenrola no mundo desenvolvido, principalmente nos EUA.

Segundo o presidente do BC, em 2021, além de fatores externos, como preços de importados, a inflação brasileira também teve impacto de fatores internos, pontuando, por exemplo, os preços de energia. Disse, entretanto, que a autoridade utilizará todas as ferramentas para trazer a inflação de volta à meta.

Ele também previu que o pico da inflação deve ocorrer entre os meses de abril e maio, havendo uma queda dos preços logo após esse intervalo. Justificou suas falas pela quebra de safra no início deste ano, e em meio ao preço em alta do petróleo.

Discorrendo sobre a curva de juros, ele reconheceu haver uma desinclinação, embora a cauda longa seja afetada por incertezas fiscais. Apesar disso, reconheceu haver fluxo de investimento estrangeiros em portfólio no início deste ano.

Ao abordar a conjuntura macroeconômica, Campos Neto citou números melhores reportados para a atividade, recentemente, referentes ao fim do ano passado. Isso, segundo ele, deve contribuir para novas estimativas de alta para o desempenho do Produto Interno Bruto neste ano.

Texto: Gabriel Ponte
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Mover

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