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Mineradoras aplicaram quase R$17 bilhões em segurança de barragens desde Brumadinho, diz Fiemg

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Mineradoras aplicaram quase R$17 bilhões em segurança de barragens desde Brumadinho, diz Fiemg

Mineradoras investiram em tecnologias de filtragem e descaracterização das barragens; Fiemg defende maior prazo para desativações

Mineradoras aplicaram quase R$17 bilhões em segurança de barragens desde Brumadinho, diz Fiemg
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 20 de janeiro– As principais empresas brasileiras de mineração investiram R$16,7 bilhões na segurança de barragens de rejeito em Minas Gerais desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, há três anos, afirmou o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Fiemg, Flávio Roscoe.

Em coletiva à imprensa, Roscoe afirmou que os recursos foram destinados para tecnologias de filtragem e descaracterização das barragens, como modificações na drenagem da água, entre outros fatores.

Estruturas das barragens

Roscoe também afirmou no evento que os investimentos em segurança passaram por uma “prova de fogo” com as recentes chuvas no estado mineiro e que não houve nenhum caso grave de rompimento de barragens de rejeitos neste ano, como ocorrido nas tragédias de Brumadinho, em 2019, e em Mariana, em 2015.

Barragens de rejeitos são reservatórios utilizados para armazenar os resíduos sólidos e a água provenientes da extração de minérios, com a finalidade de preservar o meio-ambiente, já que esses materiais podem ser prejudiciais ao planeta.

Prazos

Roscoe criticou a data limite de 25 de fevereiro deste ano para a conclusão das descaracterizações das barragens, vigente em legislação. Ele considera a medida inviável em termos de segurança. “Grandes barragens são sensíveis, movimentos precipitados podem ocasionar acidentes”, alertou.

De acordo com Roscoe, projetos de encerramento de atividades de barragens muito grandes podem demorar de dois a três anos para serem elaborados e aprovados nos devidos órgãos ambientais.

“Para cada caso é preciso um tempo específico, de acordo com a necessidade técnica, de modo a preservar a segurança”, explicou.

Ele apontou que 19 barragens descaracterizadas deverão ser entregues até o prazo de pouco mais de um mês, mas as outras devem se estender até 2030, “devido ao porte e complexidade de suas estruturas”.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Gabriela Guedes e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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