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No Brasil, 72% das mulheres não investem, mostra Datafolha

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No Brasil, 72% das mulheres não investem, mostra Datafolha

A falta de dinheiro é o principal motivo para as mulheres que não investem, segundo pesquisa inédita do Datafolha em parceria com a Anbima

No Brasil, 72% das mulheres não investem, mostra Datafolha
stefanie-rigamonti

Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 8 de março – Os brasileiros no geral normalmente não investem, mas, sob o prisma do gênero, as mulheres estão na desvantagem, segundo uma pesquisa inédita do Datafolha em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Finaceiros de Capitais, a Anbima.

Segundo o documento, 72% das brasileiras não investem, contra 66% dos homens, sendo que o principal motivo de as mulheres não investirem é a falta de dinheiro. Apenas 36% das brasileiras conseguem guardar algum dinheiro, enquanto pouco menos da metade dos homens o fazem.

O desemprego também é um entrave para 10% das mulheres começarem a investir, segundo a pesquisa, enquanto esse é um problema que afeta 6% dos homens.

Os dados fazem parte da 5ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, que ouviu 5,8 mil pessoas das classes A, B, C e D/E, de todas as regiões do país.

Mulheres que investem

A pesquisa também mostrou o perfil das brasileiras que possuem algum tipo de investimento. A grande maioria é extremamente conservadora e prefere evitar ativos de risco. A poupança é a escolha de 86% das mulheres entrevistadas, enquanto 68% dos homens recorrem à caderneta.

Ainda nesse perfil mais conservador, apenas 7% das mulheres investem em renda fixa, como CDBs, debêntures e títulos privados, contra 9% dos homens.

Por outro lado, os fundos de investimento são opções para 6% das mulheres, ante 12% dos homens; criptomoedas são a escolha de 4% das brasileiras, ante 11% de pessoas do gênero masculino; e o mercado de ações atrai apenas 3% delas, enquanto os homens mantêm os mesmos 11%.

Com relação à classe social, o grupo de investidoras está concentrado nas classes A, B e C, com 85% do total de mulheres que aplicam o seu dinheiro, e no caso dos homens o cenário é bem similar: 88%.

Quase a metade das mulheres que investem são da classe C, enquanto 38% delas são da A ou da B. Apenas 15% das investidoras estão nas classes D/E. Em relação aos homens, essas porcentagens são 43%, 45% e 13%, respectivamente.

No que diz respeito aos objetivos, a maioria tanto das mulheres como dos homens investe pensando no sonho da casa própria. A criação de uma reserva de emergência e a manutenção do dinheiro aplicado também estão entres os propósitos apontados.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Guilherme Dogo
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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