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Novo empréstimo a distribuidoras de energia deve manter juro alto da Conta Covid, dizem fontes

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Novo empréstimo a distribuidoras de energia deve manter juro alto da Conta Covid, dizem fontes

Concluir o empréstimo na menor taxa ajudaria a minimizar o impacto futuro nas contas de energia, já que ele será pago pelo consumidor

Novo empréstimo a distribuidoras de energia deve manter juro alto da Conta Covid, dizem fontes
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Atualizado há 24 dias

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Washington, 25 de abril – O novo empréstimo bancário a distribuidores de energia para segurar a alta de tarifas deverá manter o diferencial de juros cobrado em operação similar de dois anos atrás, que ficou conhecida como “Conta Covid”, disseram ao Scoop by Mover quatro fontes à par do assunto.

Segundo as fontes, que pediram anonimato para falar livremente sobre o tema, a taxa de juros a ser cobrada pelos bancos deve ser equivalente à taxa interbancária CDI mais o chamado spread de cerca de 2,8 pontos percentuais ao ano. O custo total da operação, incluindo a comissão de estruturação, deve atingir a CDI mais 3,79 pontos, como adiantou o Scoop em 28 de março.

Os valores deverão ser divulgados publicamente essa terça-feira, 26, durante reunião da diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica, que vai deliberar sobre a aprovação do contrato do empréstimo. Os spreads, porém, já foram negociados nos bastidores entre os bancos, o governo e a agência reguladora, disseram as fontes.

No mês passado, o Scoop adiantou que o governo buscava manter com os bancos as mesmas condições do financiamento da Conta Covid, pelo menos no que se referia aos spreads.

Em julho de 2020, quando foi assinado o empréstimo de cerca de R$16 bilhões da Conta Covid, a taxa CDI, que mede o valor dos empréstimos interbancários, estava por volta de 4,20%. Hoje, a CDI está por volta 11,65%. Concluir o empréstimo na menor taxa possível ajudaria a minimizar o impacto futuro nas contas de luz, já que ele será pago pelos consumidores, via tarifas, pelos próximos cinco anos.

A nova operação, que vem sendo chamada de Conta Escassez Hídrica, tem a meta de diluir nas tarifas dos consumidores o impacto da elevação dos custos da energia no ano passado, quando o país enfrentou a pior seca em 91 anos, o que exigiu forte acionamento do parque de termelétricas.

A primeira tranche do empréstimo, no valor de R$5,3 bilhões, foi aprovada em março pela Aneel, que, procurada, não comentou o assunto até a publicação desta reportagem.

Texto: Leonardo Goy
Edição: Guillermo Parra-Bernal e Gabriela Guedes
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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