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Número de famílias com dívidas bate recorde histórico em 2021, diz CNC

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Número de famílias com dívidas bate recorde histórico em 2021, diz CNC

No ano passado, uma média de 70,9% das famílias brasileiras estavam com dívidas; o nível de endividamento é o maior em 11 anos

Número de famílias com dívidas bate recorde histórico em 2021, diz CNC
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 18 de janeiro – O nível de endividamento das famílias brasileiras alcançou o patamar mais alto dos últimos 11 anos em 2021, de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, CNC. Além disso, o número total de famílias com dívidas bateu recorde histórico, segundo a entidade.

No ano passado, uma média de 70,9% das famílias brasileiras estavam endividadas, sendo que dezembro atingiu a máxima histórica para os meses consecutivos, com 76,3% dos lares com contas em aberto.

A CNC ainda destaca que a taxa de incremento de famílias endividadas também bateu recorde, o que mostra que os brasileiros tomaram mais crédito para sustentar o consumo.

Com relação ao perfil das famílias endividas, aquelas com rendimentos acima de 10 salários-mínimos observaram um aumento das dívidas por conta de uma demanda represada com a pandemia. Diante do avanço da vacinação e o aumento da circulação pelas ruas, os brasileiros expandiram o consumo, tomando mais crédito para isso.

“O processo de imunização da população possibilitou a flexibilização das medidas de isolamento, refletindo no aumento da circulação de pessoas nas áreas comerciais ao longo do ano, o que respondeu à retomada do consumo, principalmente de serviços”, analisa o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Inadimplência

A taxa de inadimplentes, por outro lado, teve uma leve diminuição no ano de 2021, de 0,3 ponto percentual frente a 2020, chegando a 25,2%. Contudo, a média de famílias com contas ou dívidas atrasadas no mês de dezembro ficou acima da média anual.

“Após iniciar 2021 em um patamar superior ao observado no fim do ano anterior, o percentual mensal teve redução até maio, mas passou a apresentar tendência de alta desde então, alcançando 26,2% em dezembro e ficando acima da média anual”, apontou o estudo.

O mesmo levantamento mostrou que houve recuo também na porcentagem média de inadimplência recorrente, ou seja, de famílias que declararam não ter condições de quitar contas ou dívidas atrasadas. Em média, 10,5% dos lares brasileiros estiveram nessa condição, com queda de 0,6 ponto percentual em relação a 2020.

Segundo a CNC, entre as altas e baixas no nível de inadimplência, nos últimos três meses de 2021 houve um acirramento das contas em atraso, o que dá indícios de elevação para os próximos meses.

“Os consumidores seguirão enfrentando os mesmos desafios financeiros da segunda metade de 2021, principalmente inflação, juros elevados e mercado de trabalho formal ainda frágil. Soma-se a isso o vencimento de despesas típicas do primeiro trimestre, que deverá apertar ainda mais os orçamentos domésticos neste período”, projeta a economista responsável pela pesquisa, Izis Ferreira.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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