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Omega Energia ainda estuda listagem nos EUA e vê decisão em 2023, diz diretora

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Omega Energia ainda estuda listagem nos EUA e vê decisão em 2023, diz diretora

A Omega Energia divulgou planos de uma eventual abertura de capital no país no ano passado, em meio à fusão de duas companhias do grupo

Omega Energia ainda estuda listagem nos EUA e vê decisão em 2023, diz diretora
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Atualizado há 2 meses

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São Paulo, 18 de março –  A empresa de renováveis Omega Energia segue estudando uma possível listagem de suas ações nos Estados Unidos, mas a decisão sobre esse movimento deve ficar para o ano que vem, disse ao Scoop by Mover a diretora financeira da companhia, Andrea Sztajn.

A elétrica divulgou planos de investir nos EUA e de uma eventual abertura de capital no país no ano passado, em meio a uma operação que resultou na fusão de companhias de desenvolvimento de projetos e de geração que pertenciam a seu mesmo grupo empresarial.

Um eventual IPO nos EUA faria a Omega Energia se somar a outras companhias brasileiras que decidiram negociar ações no mercado americano, como Nubank, Vinci Partners e Stone.

“Essa é uma análise que tem que ser profunda. Tínhamos uma visão de que 2022 poderia ser mais complexo pela eleição, mas ninguém esperava uma guerra. Temos sim essa vontade. Mas, com o contexto do mercado hoje, fica mais complicado fazer este ano”, disse Sztajn, em referência às incertezas geradas pelo conflito na Ucrânia.

A Omega anunciou ainda em 2021 a contratação do ex-chefe da francesa EDF Renewables no Brasil, Paulo Abranches, como presidente para sua subsidiária Omega EUA, que buscará desenvolver projetos no mercado norte-americano.

Depois da fusão de ativos do grupo, aprovada em setembro, a Omega Energia passou a ter uma carteira de projetos para desenvolvimento com mais de 6 gigawatts, entre eólicas e solares. Na ocasião, ela revelou meta de alcançar 4,5 GW em operação em 2024, de 1,9 GW hoje.

Quando realizou sua oferta inicial de ações, em julho de 2017, ainda sob o nome Omega Geração, a empresa tinha 255 megawatts operacionais e 1,8 GW em projetos no papel.

A expansão da empresa ocorreu em meio a um “boom” das renováveis no Brasil, que deve ter recordes na instalação de eólicas e solares neste ano. O aquecimento gera até preocupações no setor com falta de equipamentos, mas Sztajn disse que a Omega não está preocupada e prevê manter o ritmo de crescimento apesar do acirramento da competição.

“Parece uma ‘corrida do ouro’, mas tem ‘players’ que não vão conseguir tirar os projetos do papel. Os bons ‘players’, que têm histórico no setor, relacionamento com fornecedores, provavelmente terão vantagem. Com a fusão, sem dúvida nenhuma a gente muda de patamar e tem uma força ainda maior”, afirmou.

Projetos em construção

A Omega decidiu focar esforços neste momento na construção dos parques eólicos Assuruá 4 e Assuruá 5, ambos na Bahia, após ter fechado neste mês a compra de fatia adicional nos projetos, passando a deter 100% em ambos os ativos.

Na ocasião, a empresa disse que seu plano de investimentos passaria por “remanejamento” devido aos aportes adicionais de R$200 milhões em 18 meses previstos depois da aquisição.

Segundo Sztajn, a Omega Energia vai deixar em suspenso por ora o projeto Morada do Sol, no Ceará, com 261 MW, que tinha início de construção programado para este trimestre e operação prevista para o começo de 2023.

“Foi simplesmente uma realocação que fizemos”, explicou ela, acrescentando que a empresa mantém suas projeções de expansão da capacidade e receitas, apesar da “troca” de prioridades nos projetos.

Em paralelo, a Omega Energia mantém negociações com potenciais clientes para fechar contratos de venda de energia, o que permitiria anúncio de novos projetos. Ela também seguirá avaliando oportunidades de aquisições, segundo Sztajn, mesmo após negócios recentes como a compra de parques eólicos da Eletrobras e 50% de eólicas da EDF Renewables.

“Foram poucas empresas que, nos últimos anos, cresceram mais de sete vezes. E vamos continuar com essa toada de crescimento, esse é o grande objetivo”, disse a diretora.

Perto das 11h55, as ações preferenciais da Omega Energia (MEGA3) recuavam 0,71%, negociadas a R$11,25. No ano, a companhia acumula queda de 11,07%.

*Esta matéria foi publicada primeiro às 10h43 exclusivamente para os assinantes. Quer receber notícias e furos em primeira mão? Assine um dos planos do TC.

Texto: Luciano Costa
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Mover

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